César Peixoto Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
César Peixoto Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

César Peixoto destaca impacto da expulsão: «É critério, foi sem querer»

Treinador do Gil Vicente frisou ter existido «um jogo antes dos 70' e outro depois», elogiou postura dos galos e prometeu continuar «a chatear a malta de cima»

César Peixoto rubricou a primeira análise à derrota do Gil Vicente na casa do FC Porto por 0-3, na 19.ª jornada da Liga.

Análise à partida

«Foi uma primeira parte equilibrada, situações de um lado e do outro, a equipa esteve muito bem organizada, na segunda parte entrámos melhor que o FC Porto e criámos 2/3 situações, tivemos uma bola na barra podíamos ter feito o empate, depois acontece a expulsão e é outro jogo. Mas mesmo assim tenho um orgulho enorme na minha equipa porque nunca deixou de chegar à frente, nunca abandonou a nossa identidade, tentou competir mesmo com menos um. Contra o FC Porto aqui é difícil, com um penálti e uma expulsão é muito dificil. A equipa fez um bom trabalho. Há um jogo até aos 70' e depois existe outro.»

Impacto do 0-3 e da expulsão

«O 0-3 é uma consequência da expulsão, tornou tudo mais difícil. O 0-3 não me diz rigorsamente nada, quanto menos golos sofrermos melhor, mas não me diz nada. Diz-me muito é o que fizemos até aos 70'. O FC Porto está de parabéns, mas a equipa esteve muito bem, criámos oportunidades, atirámos à trave. A primeira situação de golo foi nossa, o FC Porto também podia ter feito golo. Dividimos o jogo, não metemos o autocarro, mas o resultado não foi o que queríamos.»

Mensagem para Vasco Sousa

«Mais do que a derrota por 0-3, queria deixar uma mensagem de força para o Vasco Sousa pelo que tem passado. Esta é a parte pior parte do futebol, custa um jogador não conseguir fazer o que mais gosta, a sua paixão. Ele tem que ser muito resiliente, tem que acreditar quando mais ninguém acreditar porque ele é muito novo, tem muito talento, o futebol ainda lhe vai dar muitas alegrias. É muito importante, mesmo agora como treinador depois de perder um jogo que não queria perder ser solidário porque na minha carreira também sofri muitas lesões. Houve uma altura em que estive dois anos de fora, mas temos que acreditar. Vasco, acredita sempre, vais fazer uma grande carreira. Isso é muito mais importante que um resultado, que uma expulsão, é o que nos caracteriza. Custa muito, mas penso que é resiliente, é um vencedor e vai voltar a dar a volta por cima.»

A expulsão de Martin Fernández

«O Martin está ali triste no balneário, ele não vê o jogador do FC Porto, penso que até atinge na mão, é critério, foi sem querer. Até me ficaria mal arranjar desculpas, tento arranjar soluções. Acho que a equipa até aos 70' competiu, depois da expulsão há outro jogo, mas mesmo assim continuou a tentar, criámos uma situação de golo. Isso é que me deixa satisfeito, a equipa não se desmoronou, não baixou os braços. Saio daqui com um amargo de boca porque sinto que a expulsão condicionou o jogo, estávamos melhor no jogo, mas é o futebol.»

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Alternativas e ataque ao mercado

«Temos opções. Temos o Carlos [Eduardo] que veio de lesão e o jogo não estava para ele, o Agustin voltou agora não quisemos arriscar, depois da expulsão tivemos de remendar a equipa para ser competitiva até ao final. O mercado está aberto, vamos trazer gente e como costumo dizer aos meus jogadores, vamos continuar a chatear a malta de cima, não tenho dúvidas nenhumas.»