A terapia (sem choque) de Rui Borges para os jogadores do Sporting
A comitiva do Sporting aterrou ontem de manhã em Lisboa, depois de uma madrugada a viajar da Noruega e de ressaca da pesada derrota por 0-3 com o Bodo/Glimt que deixa hipotecadas as possibilidades de os leões seguirem para os quartos da UEFA Champions League. Na ideia de Rui Borges, porém, hipóteses hipotecadas não significa hipóteses perdidas e por isso o treinador vai aproveitar estes dois dias de folga para o diagnóstico e, sem choques, fazer depois a terapia à equipa. Porque, otimista por natureza, não atira a toalha ao chão.
«Temos de perceber porque é que não fomos capazes de ter essa atitude competitiva. Porque tinha de existir. Deixámos o jogo entrar em transições e não queríamos. Isso é responsabilidade. Que nos sirva de lição a todos. A mim, porque assumo a responsabilidade, mas também à equipa. Os jogadores têm de sentir e perceber isso, porque estavam bem avisados para a energia que teríamos de ter perante esta equipa, que é uma grande equipa. Mas, para mim, a eliminatória não está fechada. Está difícil mas não está fechada», foi assim a reação de Rui Borges logo a seguir ao jogo, ainda em Bodo, vai ser com mensagem de confiança que vai receber a equipa amanhã.
Rui Borges não gosta de falar no balneário após os jogos, por isso as palavras para o grupo ficam reservadas para a Academia Cristiano Ronaldo, em Alcochete, quando amanhã o plante voltar aos treinos para preparar a 2.ª mão dos quartos, que se joga terça-feira às 17h45 em Alvalade. Sem puxões de orelhas, porque sabe que os jogadores estão conscientes do que falhou, mas apelando à responsabilidade e sobretudo ao espírito de equipa, ao trabalho gregário dos jogadores para tentarem uma reviravolta de três golos de diferença que apenas aconteceu por uma vez — em 1963/1964, 5-0 ao Manchester United depois de 1-4 em Old Trafford na caminhada para a conquista da Taça das Taças (ver peça em cima).
Recuperar o fôlego
Os leões gozaram então dois dias de folga, possíveis porque adiaram o encontro da jornada 26 com o Tondela, e que servem também para retemperar forças numa altura que se nota que o desgaste físico se apodera dos jogadores, uns mais do que outros porque as alternativas para as posições também não são iguais.
Na frente de ataque, por exemplo, Luis Suárez tem sido utilizado sem descanso porque Ioannidis tem estado lesionado. E essa é uma das expectativas para o regresso ao trabalho, saber se o avançado grego já poderá ser alternativa para o jogo de terça-feira e a partir daí contribuir para a rotação e poder o colombiano recuperar fôlego que será preciso para a Champions e para o que resta de temporada, com campeonato e Taça na reta das decisões.
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