Cérebros doados para investigação traçam cenário negro para cabeceamentos
A associação que representa atuais e antigos jogadores da Premier League pretende aumentar a consciencialização sobre as concussões e os danos cerebrais que podem ser causados pelos cabeceamentos.
A PFA não recomenda que os jogadores cabeceiem mais de 10 vezes por semana, incluindo nos treinos. Crianças com menos de 12 anos não devem cabecear de todo, segundo a PFA. O seu objetivo é reduzir o número de impactos na cabeça ao longo da vida dos jogadores.
Um estudo de 2017 detetou a presença de CTE em 110 dos 111 cérebros doados para investigação por antigos jogadores da NFL. A doença só pode ser diagnosticada postumamente através de um exame cerebral.
«A CTE é evitável, ponto final. Os princípios de menos cabeceamentos, menos força e menos frequência são cruciais. Podem ser aplicados em qualquer desporto e são a nossa maior esperança para evitar que os jogadores sofram o mesmo destino das gerações anteriores», revelou a agência AP, citando o diretor do departamento de saúde cerebral, Adam White.
A CTE foi diagnosticada pela primeira vez em 2005 em jogadores de futebol americano. Desde então, tornou-se um flagelo no hóquei, futebol e outros desportos de contacto. Isso inclui também desportos de combate, nos quais os atletas estão expostos a repetidos impactos na cabeça.
O protocolo é, segundo Chris Nowinski, fundador da fundação CTE, o primeiro plano abrangente para combater esta doença. «Atualmente, existem provas convincentes de que impactos mais frequentes na cabeça no desporto resultarão num maior número de atletas com CTE. Os dirigentes desportivos não correm riscos, mas os procedimentos que estabelecem condenam alguns atletas a uma vida com esta doença,» afirmou Nowinski.»