Alidu Seidu ao serviço da seleção do Gana - Foto: IMAGO

Catanada numa luta mandou-o três meses para o hospital, o futebol salvou-o

Alidu Seidu teve uma infância e adolescência problemática e sobreviveu a confronto grave

A rotura de ligamentos que sofreu em 2024, poucos meses depois de assinar pelo Rennes, pareceu a Alidu Seidu uma brincadeira de meninos. Apesar do longo caminho até à recuperação, não foi nada comparado com aquilo que viveu na infância e adolescência. «Foi difícil porque tinha muitas dores, mas vi isso como um desafio. Já passei por pior», revelou ao Ouest France.

Formado na Academia Jean-Marc Guillou, na Costa do Marfim, Alidu Seidu chegou a França para jogar no Clermont Foot em 2019. Para trás deixou aquele «pior» que revelou já ter vivido antes, e que relata na primeira pessoa, com o conforto do distanciamento para essa outra realidade.

«Cresci numa zona muito dura e violenta. Andar com amigos que tinham esse estilo de vida tornou-me agressivo. Andávamos nas ruas com facas ou catanas, cometi roubos e vandalismo. A minha mãe estava sempre a chorar. Uma vez, fui atacado com uma catana numa luta e passei três meses no hospital. Perdi muito sangue, não conseguia falar... Todos achavam que ia morrer», detalha.

Foi o talento que o salvou. O talento e um tio que não deixou que Seidu o desperdiçasse. «Tenho sorte por ser jogador e estar aqui. O meu tio empurrou-me para o futebol porque sabia que eu tinha algo especial. O futebol salvou a minha vida», assume.

Este artigo partiu do perfil de Alidu Seidu que A BOLA publicou no âmbito da Guardian Experts’ Network, uma rede de troca de conteúdos liderada pelo conceituado jornal inglês, e que inclui meios de comunicação social de vários países representados no torneio.

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