Carrick defende Dalot após arraso dos adeptos: «Dá absolutamente tudo»
Após um duelo frenético com o Aston Villa, que terminou com um empate a quatro golos (4-4), selado com dois tentos do Manchester United já no período de compensação, o treinador dos red devils, Michael Carrick, fez questão de abordar os altos e baixos da partida e saiu em firme defesa de Diogo Dalot.
O internacional português assinou uma exibição infeliz, sobretudo pelo penálti cometido, e a sua substituição acabou por ser festejada como um golo pelos próprios adeptos do United.
«O Diogo dá absolutamente tudo. Já atuou em diferentes posições, jogou a lateral-esquerdo e esteve muito bem em vários momentos. Ele preocupa-se imenso e dá o máximo. Gosto daquilo que acrescenta à equipa, ao grupo, a todo o ambiente e à cultura que temos», sublinhou o técnico, apelando à cautela quanto às críticas dos adeptos: «Temos de ter cuidado com isso. Compreendo a frustração e a desilusão dos adeptos, percebo perfeitamente. Estamos todos frustrados e desiludidos.»
Na análise aos noventa minutos de um encontro que também ficou marcado pela saída de Harry Maguire ao intervalo, o treinador manifestou um sentimento agridoce, lamentando os erros que custaram a vitória.
«Aconteceram muitas coisas no jogo. São os momentos que estão a tornar tudo difícil. Estamos de certa forma a complicar a nossa própria vida com ofertas e golos sofridos de rajada. O futebol resume-se a momentos e ao que acontece nas duas áreas, e sofremos golos totalmente evitáveis. Na verdade, achei que jogámos muito bem e fomos a melhor equipa durante a maior parte do tempo. Pressionámos bem, defendemos bem e terminámos com força, mas é dececionante não termos vencido», explicou.
Questionado sobre as desatenções nos minutos iniciais, Carrick rejeitou qualquer défice de atitude por parte do plantel: «Eles estão focados e concentrados. Trata-se de uma variedade de fatores e de tipos de golo; não há um padrão específico para além de momentos isolados que nos estão a castigar.»
Apesar da instabilidade, o técnico retirou notas positivas do ciclo recente de partidas frente a Chelsea, Roma e Villa, demonstrando confiança para o período que se segue à pausa para os compromissos internacionais.
«Acho que há mais do que motivos suficientes para estarmos encorajados. Os golos mudam os jogos e temos de melhorar drasticamente nisso, mas temos qualidade mais do que suficiente», vincou.
Por fim, confrontado sobre eventuais reuniões com Omar Berrada ou Jason Wilcox relativamente à janela de transferências de janeiro ou ao seu próprio futuro, o técnico foi pragmático: «Sei perfeitamente qual a direção que o clube precisa de seguir, e aquilo que temos de fazer é ganhar jogos.»
Após um período exigente e repleto de acontecimentos, Michael analisou o momento da equipa, aproveitando para manifestar total apoio a Diogo, que cometeu uma grande penalidade na partida, e para esclarecer a lesão que forçou a saída de Harry Maguire ao intervalo.
Apesar do erro cometido pelo jogador, Michael fez questão de elogiar a atitude e o compromisso de Diogo em campo: «O Diogo dá absolutamente tudo. Jogou em posições diferentes, jogou a lateral-esquerdo e esteve muito bem por vezes. Hoje cometeu um penálti. Isso é... ele sabe-o. Talvez pudesse ter feito um pouco melhor. Tudo bem, faz parte, cometeu um erro. Mas ele importa-se imenso e deu tudo. Por isso, gosto do que ele traz à equipa, ao grupo, a todo o ambiente e à cultura que temos. Escolher a equipa e quem joga a próxima partida é uma decisão totalmente diferente, mas agora temos um jogo completamente diferente pela frente.»
Questionado sobre o estado do atleta após o lance infeliz, Michael foi sucinto e garantiu que o jogador se encontra bem: «Sim.»
Outro dos focos da conferência centrou-se em Harry Maguire, substituído ao intervalo devido a queixas físicas. Michael explicou a situação e confirmou que se trata de uma queixa recente: «Ele teve um espasmo muito forte nas costas. Sim, é algo novo.»
Com a paragem para os compromissos das seleções a ditar a dispersão do plantel nos próximos dias, Michael mantém o foco no trabalho e na recuperação do grupo: «Têm sido duas ou três semanas bastante atribuladas, na verdade, se olharmos para os acontecimentos. Mas tenho bem claro para onde precisamos de ir e como lá chegar. Obviamente que alguns rapazes vão viajar pelo mundo e o grupo estará dividido durante cerca de dez dias. Mas, como é normal numa semana internacional, teremos alguns treinos. Teremos um ou dois dias de folga, não muitos. Vamos treinar e preparar o próximo jogo.»