Carlos Vicens: «SC Braga com energia para dar o melhor e preparado para sofrer»
FRIBURGO – Depois de Julian Schuster ter dito na antevisão que não esperava um SC Braga com plano de jogo diferente por estar em vantagem na eliminatória, Carlos Vicens afinou pelo mesmo diapasão. Há dois resultados que servem aos bracarenses, mas a equipa, justificou o técnico espanhol, só sabe entrar em campo para tentar vencer os jogos. E hoje não será diferente.
«Nós não sabemos abordar os jogos sem ser para ganhar, amanhã [esta quinta-feira] é o jogo 59 da época, vai ser como todas as partidas, pode sair melhor ou pior, mas também há momentos em que tens de defender, proteger a tua baliza. O que penso é que os jogadores estão preparados, temos oportunidade para apresentar a nossa melhor versão e depois dos retoques de manhã vou falar com eles para que se sintam capazes, confiantes e com energia para dar o melhor, porque vamos precisar. Temos de esta preparados para momentos em que nos toque sofrer um pouco mais e temos de fazê-lo juntos, como equipa, ser competitivos e agressivos para conseguirmos o resultado que queremos, que é a vitória», avaliou Vicens.
A posse de bola dos minhotos foi aspeto que pareceu atemorizar o treinador do Friburgo, que reconheceu ser essa uma das virtudes dos bracarenses. Mas Carlos Vicens também está à espera de algum sofrimento no Europa-Park.
«Vamos ter de ter a bola, ter personalidade e coragem para atacar, para ganhar o jogo, porque esse é objetivo. Mas não vamos ter a bola todo o tempo, temos de defender como equipa para não concedermos ocasiões e tudo isto faz parte das dificuldades de jogar uma segunda mão de uma meia-final. É impossível jogar sem ter algum sofrimento, mas vamos dar tudo em campo, sabemos das dificuldades que o Friburgo vai apresentar-nos, mas vamos dar tudo para conseguir a vitória e irmos a essa final, que é o objetivo», reforçou, abordando depois a situação de Ricardo Horta.
HORTA A QUEIMAR ETAPAS
«Hoje [esta quarta-feira] treinou-se à margem dos companheiros, está a tentar queimar etapas na recuperação, mas temos de ter cautelas, a lesão tem uma semana, ele está positivo, queria estar com a equipa, mas vamos ver como reage às 24 horas depois do treino. Temos de ser muito cautelosos com este tipo de situações, porque corremos o risco de perder o jogador. Amanhã [esta quinta-feira] vamos ver…», comentou.
Num jogo que em Friburgo está a ser abordado como o mais importante da história do clube germânico, Vicens acredita que a experiência em Sevilha num ambiente tão adverso deu bagagem à equipa para enfrentar os mais de 30 mil adeptos que lotarão as bancadas do estádio.
«Sevilha faz parte das experiências acumuladas ao longo da época, temos de ir a estádios onde o público aperta muito, mas temos de impor o nosso jogo. Estou seguro que o Friburgo vai querer ter um início forte, os adeptos vão fazer barulho, meter pressão e temos de responder com um jogo mentalmente estável, focados no que se passa no terreno, sermos muito competitivos, com todos a trabalharem para a mesma causa. Temos de ser 11 a atacar a e a defender e tentar ganhar a partida, temos maneira clara de fazer as coisas e é assim que vamos encarar o jogo», assegurou, voltando a dar razão ao homólogo alemão quando este ressalvou a capacidade de crença dos bracarenses como um dos pontos-chave da equipa portuguesa:
«Creio que é uma das forças desta equipa, sim, acreditar no processo e em si mesma, no companheiro que tem ao lado. A evolução da equipa esta temporada vai nessa direção e, depois, é tornar a ideia mais forte, mais reconhecível por todos. E com tantos jogos e situações diferente, com adversários e competições diferente, altos e baixos, temos tido mais momentos bons do que maus e que fazem com que tudo isto seja uma aprendizagem, que ajuda a reforçar a equipa. Foi isso que nos trouxe até onde estamos. Vamos tratar de fazer um grande jogo, uma partida competitiva, e tratar de ganhar o jogo para nos levar a essa final que todos desejamos.»
Sabendo do ambiente, teremos de responder e tentar dar a nossa melhor versão para ganhar sendo SC Braga
A última mensagem aos jogadores antes do jogo já está na cabeça do espanhol.
«A mensagem vai no sentido de oferecer uma grande versão da equipa, durante todo o jogo, nos momentos bons e maus, ajudarmo-nos uns aos outros e sermos SC Braga. Estar a um jogo de disputar uma final europeia é confiar no processo e no que somos», realçou, voltando a dizer que a vantagem não dá margem para abordar o jogo sem ser para ganhar.
«Não muda a forma como vamos encarar o jogo, é vantagem mínima de um golo… Temos de estar muito cientes de que o processo nos tem que levar a tentar ganhar, a atacar, criar mais ocasiões que o rival, e, depois, sofrer, defender bolas paradas, defender a área. Jogam em casa, vão ter energia especial, mas, analisando os diferentes jogos do Friburgo, tem ideia clara de como defende e ataca e vimos isso tanto nos jogos em casa como fora. Os nossos adeptos também nos vão apoiar e ajudar. Não acredito que o Friburgo tenha ideia de jogo diferente do que costuma fazer… Sabendo do ambiente, teremos de responder e tentar dar a nossa melhor versão para ganhar sendo SC Braga», rematou.
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