Cair é mau. Cair de pé é menos mau (crónica)
O Vila Meã chegou a esta fase da prova rainha, num lote de apenas 16 equipas, como a única sobrevivente do Campeonato de Portugal. O conjunto orientado por Pedro Campos entrou muito combativo na partida, não facilitando que a UD Leiria se instalasse perto da sua a área. Ainda assim, a primeira grande oportunidade chegou pela turma da cidade do Lis, ao minuto cinco. Quiñones, espelhando a grande concentração da equipa do concelho de Amarante, cortou a bola com um carrinho corajoso, quando Daniel Borges se preparava para fazer o 1-0.
A mesma concentração não teve Diogo Santos, quando cometeu grande penalidade sobre Dieu Michel, aos 22'... O guarda-redes do Vila Meã geriu mal um lance em que o adversário se isolou, na extremidade da área, e cometeu penálti, ao acertar no avançado e não na bola. Juan Muñóz converteu em golo. Contudo, esse lance não abalou Diogo Santos nem a formação da quarta divisão.
Os amarantinos arrebitaram com o golo sofrido, assumiram o jogo e começaram a encostar a UD Leiria às cordas. Ainda na primeira parte, tiveram oportunidades para chegar ao empate, num momento em que a equipa da Liga 2 suspirava pelo intervalo.
Mas nem o descanso mudou o curso do jogo. O Vila Meã voltou dos balneários cheio de vontade de mudar o resultado. A equipa da casa, sempre com muito sangue na 'guelra' e galvanizada pelos adeptos, nunca deixou de acreditar. Só que faltou o mais importante… o acerto com a baliza.
A UD Leiria teve, nos pés de Juan Munóz, duas grandes oportunidades para 'fechar' a eliminatória, para lá do minuto 80, mas não conseguiu concretizar - numa delas, graças a uma grande defesa de Diogo Santos que até mereceu o aplauso do adversário.
Sobre o Vila Meã, é caso para citar a velha máxima: caiu… mas caiu de pé. A UD Leiria segue para os quartos de final da Taça de Portugal onde vai defrontar Casa Pia ou Torreense.