Pena reduzida para ex-esgrimista condenado por tentar filmar menores nuas
A justiça italiana reduziu a pena aplicada ao ex-esgrimista olímpico Andrea Cassarà, condenado por tentativa de interferência ilícita na vida privada, num caso que remonta a 2023. Cassarà foi condenado a uma pena de um ano e quatro meses de prisão, depois do crime ser requalificado após inicialmente ter sido investigado como produção de material de pornografia infantil.
Tentó di filmare ragazze sotto la doccia: pena ridotta all'ex schermidore Cassarà #scherma #cassarà https://t.co/30J5Yce7Ph
— SportMediaset (@sportmediaset) March 18, 2026
Segundo a decisão do Tribunal de Apelação de Brescia, a condenação passou de um ano e quatro meses de prisão para um ano, mantendo-se ainda uma multa de quatro mil euros. O antigo atleta foi considerado culpado por ter tentado filmar, com o telemóvel, duas jovens de 16 nos enquanto estas se encontravam nos duches de um balneário de um centro desportivo em Brescia.
Tentó di filmare ragazze sotto la doccia, pena ridotta all'ex schermidore Cassarà. Da un anno e 4 mesi a un anno e 4mila euro di multa #ANSA https://t.co/QGAyJ7xyZV
— Ansa Lombardia (@AnsaLombardia) March 18, 2026
A sentença agora revista altera parcialmente a decisão de primeira instância, reduzindo a pena em quatro meses, mas confirmando a responsabilidade do ex-internacional italiano pelos factos.
O caso teve origem numa denúncia apresentada por uma das jovens, tendo as investigações recorrido também a imagens de videovigilância do complexo desportivo, que colocaram Cassarà no local e no momento compatíveis com os acontecimentos.
El bicampeón olímpico de #Esgrima Andrea Cassarà ha sido condenado a 1 año y 4 meses por filmar a jóvenes en un centro deportivo mientras se duchaban. El exfloretista ha negado los hechos y anuncia que apelará. Se ha determinado que no produjo ni distribuyó material pornográfico pic.twitter.com/ej8mM3Roih
— Historias de los Juegos (@HistoriasdlosJJ) February 19, 2025
A investigação teve início após uma das menores ter apresentado queixa, relatando ter visto uma mão a segurar um telemóvel a filmá-la enquanto estava nua no chuveiro, no dia 20 de outubro. Embora a jovem não tenha conseguido identificar o autor no momento, as câmaras de vigilância do complexo desportivo captaram imagens de Cassarà na zona dos balneários, num horário compatível com o relato da vítima. Na sequência da denúncia, as autoridades apreenderam o telemóvel do ex-atleta, que conta com um palmarés de vinte medalhas de ouro entre Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus.
Recorde-se que este não é o primeiro problema de Andrea Cassarà com a justiça. Em 2007, o antigo campeão mundial e bicampeão olímpico por equipas foi acusado de atos obscenos em local público, por alegadamente ter mostrado as suas partes íntimas a uma ciclista em Cremona. Após ter sido condenado em primeira e segunda instância, o Supremo Tribunal de Cassação anulou a decisão. No novo julgamento, o caso foi arquivado por prescrição, mas Cassarà foi obrigado a pagar as custas judiciais da parte queixosa, tendo sempre defendido a sua inocência.
Antigo campeão olímpico e mundial de florete, Cassarà foi uma das figuras mais relevantes da esgrima italiana nas últimas décadas, vendo agora o seu nome associado a um processo judicial que marcou o final da sua carreira.