Este é o segundo caso polémico em que o italiano está envolvido. IMAGO
Este é o segundo caso polémico em que o italiano está envolvido. IMAGO

Pena reduzida para ex-esgrimista condenado por tentar filmar menores nuas

Antigo campeão olímpico, Andrea Cassarà, tinha sido condenado a um ano e quatro meses de prisão, vai agora ser castigado com apenas um ano, mas mantém os quatro mil euros de multa. Este foi o segundo caso a envolver o atirador italiano que em 2007 foi processado por mostrar os órgãos genitais a uma ciclista

A justiça italiana reduziu a pena aplicada ao ex-esgrimista olímpico Andrea Cassarà, condenado por tentativa de interferência ilícita na vida privada, num caso que remonta a 2023. Cassarà foi condenado a uma pena de um ano e quatro meses de prisão, depois do crime ser requalificado após inicialmente ter sido investigado como produção de material de pornografia infantil.

Segundo a decisão do Tribunal de Apelação de Brescia, a condenação passou de um ano e quatro meses de prisão para um ano, mantendo-se ainda uma multa de quatro mil euros. O antigo atleta foi considerado culpado por ter tentado filmar, com o telemóvel, duas jovens de 16 nos enquanto estas se encontravam nos duches de um balneário de um centro desportivo em Brescia.

A sentença agora revista altera parcialmente a decisão de primeira instância, reduzindo a pena em quatro meses, mas confirmando a responsabilidade do ex-internacional italiano pelos factos.

O caso teve origem numa denúncia apresentada por uma das jovens, tendo as investigações recorrido também a imagens de videovigilância do complexo desportivo, que colocaram Cassarà no local e no momento compatíveis com os acontecimentos.

A investigação teve início após uma das menores ter apresentado queixa, relatando ter visto uma mão a segurar um telemóvel a filmá-la enquanto estava nua no chuveiro, no dia 20 de outubro. Embora a jovem não tenha conseguido identificar o autor no momento, as câmaras de vigilância do complexo desportivo captaram imagens de Cassarà na zona dos balneários, num horário compatível com o relato da vítima. Na sequência da denúncia, as autoridades apreenderam o telemóvel do ex-atleta, que conta com um palmarés de vinte medalhas de ouro entre Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus.

Recorde-se que este não é o primeiro problema de Andrea Cassarà com a justiça. Em 2007, o antigo campeão mundial e bicampeão olímpico por equipas foi acusado de atos obscenos em local público, por alegadamente ter mostrado as suas partes íntimas a uma ciclista em Cremona. Após ter sido condenado em primeira e segunda instância, o Supremo Tribunal de Cassação anulou a decisão. No novo julgamento, o caso foi arquivado por prescrição, mas Cassarà foi obrigado a pagar as custas judiciais da parte queixosa, tendo sempre defendido a sua inocência.

Antigo campeão olímpico e mundial de florete, Cassarà foi uma das figuras mais relevantes da esgrima italiana nas últimas décadas, vendo agora o seu nome associado a um processo judicial que marcou o final da sua carreira.