Bruno Lage fala em «gestão perfeita» e lembra experiência no Benfica

No jogo de estreia como treinador do Botafogo (ver notícia relacionada), Bruno Lage promoveu várias alterações no onze habitual, decisão que levantou questões na conferência de Imprensa após o encontro.

«A equipa vem de uma sequência de jogos muito pesada, muitas vezes o mesmo onze e é preciso fazer rotação», justificou após o empate (1-1), em casa, com o Patronato que valeu o apuramento do Botafogo para os oitavos de final da Taça Sul-Americana.

O técnico português assumiu que o resultado da primeira mão (2-0) permitiu fazer essa rotação e defendeu que a equipa fez uma «gestão perfeita» do jogo. «Queríamos ganhar, mas saímos daqui com um conhecimento ainda maior do grupo. É isso que tiro de positivo», frisou.

Lage explicou ainda porque não acompanhou as críticas do seu antecessor, Luís Castro, ao calendário apertado a que a equipa está sujeita: «A minha experiência do passado é sempre esta, jogava no Benfica durante a semana para a Liga dos Campeões e durante o fim de semana para a Liga portuguesa. É olhar para cada jogador em cada momento e escolher o melhor onze. Hoje, este foi o melhor onze. Não é poupar, mas sim ver quem está melhor. Não vou olhar para daqui a três meses, mas sim para o momento.»

Sobre a pressão a que está sujeito por pegar a equipa na liderança do Brasileirão: «Há uma frase feita que é: ‘quando se ganha nem tudo está bem e quando se perde nem tudo está mal’. A pressão é igual em todo o lado. A pressão que coloco em mim é máxima, fico à vontade para falar sobre isso. Sei que essa pergunta vai se prolongar até o final. Essa questão da pressão está complemente ultrapassada.»