Brasil volta a chamar Carvalhal, mas treinador português sabe bem o que quer
O telefone pode voltar a tocar e do outro lado surgir (mais) um convite do Atlético Mineiro, mas Carlos Carvalhal não vai aceitar. A BOLA sabe que o Galo está fortemente interessado em voltar à carga pelo treinador português — tal como, de resto, já aconteceu no passado mês de fevereiro, aquando da saída de Jorge Sampaoli —, mas a resposta vai ser a mesma: 'Não, muito obrigado'.
O momento do clube brasileiro continua a não ser bom e a goleada (0-4) sofrida ontem, na receção ao Flamengo deixou o argentino Eduardo Domínguez (que sucedera a Sampaoli) por um fio. O divórcio deve consumar-se num futuro (muito) próximo e, como tal, os dirigentes do Atlético Mineiro começam já a explorar o mercado em busca de um sucessor à altura das exigências do clube. E Carlos Carvalhal era a prioridade.
Mas o nosso jornal está em condições de garantir que o experiente técnico luso não aceitará rumar ao Brasil. Ainda que seja um adepto confesso do futebol do referido país sul-americano, há questões familiares inegociáveis que estão na base da decisão de Carvalhal.
A vasta carreira que o português já construiu oferece-lhe um estatuto que é reconhecido em grande parte da Europa e também na América do Sul, pelo que nos últimos tempos têm sido bastantes os clubes a contactarem Carlos Carvalhal na tentativa de garantirem os seus serviços. Mas o tempo, entendeu o antigo jogador, foi de parar durante alguns meses para estar mais próximo dos seus entes queridos, sendo que, em simultâneo, Carvalhal continuou sempre o estudo das equipas portuguesas e internacionais, até porque tem estado também dedicado às funções de comentador televisivo.
Perante o exposto, nem o Atlético Mineiro, nem outro qualquer emblema brasileiro que pense no português terá sucesso. Tal como, de resto, aconteceu num passado não tão longínquo quanto isso, com o Flamengo. Porque o gigante do Rio de Janeiro quis muito Carvalhal.
AI PORTUGAL, PORTUGAL...
O futuro de Carlos Carvalhal está completamente em aberto, mas há uma porta que parece começar a ganhar cada vez mais amplitude: a do futebol português.
Se, depois de sair do SC Braga, no final da temporada passada, o técnico tinha pensado voltar ao estrangeiro (com predileção por um projeto oriundo do Velho Continente), o cenário é agora diferente e o campeonato nacional pode voltar a ter o seu dedo.
Também de acordo com os dados apurados pelo nosso jornal, Carlos Carvalhal admite regressar à Liga. Para o efeito, e como é perfeitamente natural, terá de surgir um projeto que, além da questão financeira, o atraia do ponto de vista desportivo. Ou seja, que contemple aquele toque de motivação que o faça assinar de cruz.
Tal como aconteceu, por exemplo, depois da primeira experiência no estrangeiro, ao serviço dos gregos do Asteras Tripolis (2008/2009), ao que se seguiu o Marítimo. Ou como sucedeu mais tarde, na época 2019/2020, quando rumou ao Rio Ave depois de trabalhos de grande monta em Inglaterra, ao serviço de Sheffield Wednesday e Swansea.
Tudo isto sem esquecer que do currículo de Carvalhal, e além de outros emblemas que orientou (como o Sporting, por exemplo), constam títulos de relevo: II Divisão B pelo Leixões (2002/2003), Allianz Cup pelo Vitória de Setúbal (2007/2008) e Taça de Portugal pelo seu SC Braga (2020/2021).
Talvez não seja assim tão surpreendente pensar que o futuro de Carlos Carvalhal passe pelos bancos de suplentes portugueses num futuro (bem) próximo...
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