Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense - Foto: IMAGO

Botelho da Costa entre o mérito do Moreirense e o «nível estratosférico» do FC Porto

Treinador dos Cónegos encara visita ao Dragão com responsabilidade mas também tranquilidade

Na antevisão ao encontro com o FC Porto, agendado para este domingo às 20h30 no Estádio do Dragão, o treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, elogiou o adversário, destacando a sua força mental e física como «extraordinária» e de «nível estratosférico».

O técnico considera que o grande desafio para a sua equipa será igualar os índices competitivos dos dragões. «Aquilo que impressiona é o compromisso total que se vive dentro do clube», afirmou, referindo-se à estrutura, equipa técnica e jogadores do FC Porto. «Está toda a gente muito focada, muito ligada e isso vê-se em cada lance que disputam», acrescentou.

Vasco Botelho da Costa descreveu o prazer que os jogadores portistas demonstram nos momentos defensivos. «É uma equipa que quando tem de baixar linhas, baixa, mas nós vemos na cara dos jogadores que sentem prazer em defender, que sentem prazer em trancar a baliza. Isto leva-nos para uma dimensão do jogo, que é a dimensão mental e a dimensão física, onde a equipa do FC Porto é extraordinária, do melhor que eu já vi desde que me lembro de ver futebol».

Voltando o foco para casa, e apesar das várias ausências no plantel, que obrigam a treinar com muitos juniores e a baixar a intensidade, o treinador do Moreirense encara o jogo com otimismo. A posição confortável na tabela classificativa e exibições já alcançadas retiram pressão à equipa. «Aquilo que tira pressão é o enorme mérito daquilo que nós já conquistamos até aqui. Estamos mais confortáveis. E essa é efetivamente a grande tranquilidade que merecemos atingir. Olhamos para este jogo com a máxima seriedade e a tentar fazer o melhor possível para dar a melhor imagem possível».

Aquilo que tira pressão é o enorme mérito daquilo que nós já conquistamos até aqui. Estamos mais confortáveis. E essa é efetivamente a grande tranquilidade que merecemos atingir

Botelho da Costa confirmou que o guarda-redes Miguel Silva deverá estar apto para a partida e estabeleceu metas para o que resta da época, afirmando que a equipa quer «galgar lugares na classificação» e transformar em pontos os jogos contra as equipas da parte superior da tabela, considerando que o projeto do clube é pensado a longo prazo. «Oara nós não é igual acabar em 12.º ou em 11.º», sublinhou.

O treinador do Moreirense desvalorizou o desgaste europeu dos dragões - está a meio da eliminatória com o Estugarda para a UEFA Europa League - e sublinhou que a sua equipa, com a permanência assegurada, encara agora o resto da época com «máxima ambição»: «Desgaste? Não. Eu digo muitas vezes, e se há algo que o FC Porto tem provado, é que jogue quem jogue, a competitividade está lá, o processo, a competência, a dinâmica estão lá. Não acredito que tenha qualquer tipo de influência, e como se não bastasse um plantel fortíssimo e cheio de soluções, ainda tem uma equipa B que está a fazer um trabalho fantástico.»

O técnico considera que o embate com o líder do campeonato será «seguramente diferente» do jogo da primeira volta, apontando as dimensões do campo como um dos fatores. Na sua análise, o FC Porto é uma equipa «fácil de decifrar» pela consistência do seu modelo, independentemente dos jogadores utilizados. «É muito forte naquilo a que se propõe, há uma dinâmica muito interessante naquilo que é a forma como os jogadores todos seguem a ideia do treinador», afirmou.

Com o objetivo da manutenção já alcançado, a mentalidade no clube mudou. «A manutenção deixou de ser tema e agora o tema é tentar ser o mais competitivo possível», concluiu, explicando que a ambição faz parte do «ADN das pessoas do clube».

Relativamente ao boletim clínico, o técnico revelou que Cédric Teguia é o jogador que está mais perto de regressar, mas ainda não estará apto para este jogo. As ausências de Yan, Dinis (que terá terminado a época) e Álvaro serão mais prolongadas. Já Fabiano Souza, que esteve parado «praticamente três meses e meio», ainda não está em condições, encontrando-se «claramente em pré-época».