Benfica quer dois centrais e um pode chegar do Fulham
A SAD do Benfica está a trabalhar ativamente no mercado de transferências para contratar dois defesas-centrais neste verão. A necessidade de reforçar o eixo defensivo ficou definida após a saída do capitão Nicolás Otamendi, em final de contrato, e ganhou ainda mais urgência com a venda de Gonçalo Oliveira ao Rennes por €3,5 milhões, com as águias a assegurar uma cláusula de recompra.
O objetivo do Benfica passa por garantir a contratação de um defesa-central experiente, capaz de oferecer rendimento imediato e assumir um papel de liderança na defesa. A saída de Otamendi, que representou o clube durante cinco temporadas e assinou pelo River Plate, deixou um vazio importante que a estrutura encarnada pretende colmatar com um jogador de qualidade e personalidade forte.
Em paralelo, Rui Costa, presidente do Benfica, e Mário Branco, diretor-geral, em articulação com Marco Silva — que assumirá a liderança da equipa técnica após a formalização da saída de José Mourinho —, pretendem também garantir a entrada de um central mais jovem, alinhado com uma estratégia de médio prazo. O reforço da defesa é visto como prioritário para que o novo treinador possa trabalhar o setor desde o arranque da pré-época, agendado para 25 de junho.
A situação do plantel reforça essa urgência. Tomás Araújo encontra-se ao serviço da Seleção Nacional no Mundial 2026 e poderá não estar disponível quando o Benfica iniciar a sua participação nas pré-eliminatórias da Liga Europa, a 23 de julho. Sem Araújo e após a saída de Gonçalo Oliveira, o quarto central da equipa principal na época passada (mas não se estreou), António Silva é, neste momento, a única opção segura para o eixo defensivo.
Entre as alternativas internas surge Joshua Wynder, jovem central norte-americano de 21 anos, que fez um jogo no Benfica de Bruno Lage em 2024/25, e enfrentou uma lesão em dezembro (rotura parcial da fáscia plantar do pé esquerdo).
Com a entrada iminente de Marco Silva, o Benfica pretende acelerar o processo de contratação de defesas-centrais.
Stefan de Vrij, internacional neerlandês de 34 anos que terminou contrato com o Inter e ficou livre, chegou a ser uma opção considerada, sobretudo com José Mourinho. Estava até interessado em mudar-se para a Luz. No entanto, a mudança de treinador e dúvidas relacionadas com a condição física do jogador levaram a SAD a congelar a hipótese.
Outro nome em cima da mesa é o de Jorge Cuenca, central espanhol de 26 anos, atualmente no Fulham. Formado no Barcelona e orientado por Marco Silva na última temporada, Cuenca encaixa no perfil pretendido pelo Benfica: defesa canhoto, com qualidade na construção desde trás e experiência em contextos competitivos exigentes.
O jogador tem contrato com o Fulham até 2028, com mais um ano de opção, e poderá ser negociado por valores ligeiramente acima dos 10 milhões de euros. Apesar de não ter sido titular indiscutível em Inglaterra — somou 12 jogos na última época, oito como titular —, Cuenca pode encontrar no Benfica uma oportunidade para relançar a carreira, reencontrando Marco Silva.
A administração encarnada pretende fechar rapidamente a pasta dos centrais, mantendo em paralelo a aposta no reforço de outras posições, nomeadamente a contratação de um extremo.