Benfica: plantel de Mourinho dizimado
Samuel Soares, guarda-redes, Samuel Dahl, lateral-esquerdo, Enzo Barrenechea e Manu Silva, médios, Rafa, Ivanovic, Henrique Araújo, avançados, e mais alguns jovens, como Prioste, João Rego ou Gonçalo Oliveira, além dos lesionados Bruma e Aursnes, é grande parte do que resta a José Mourinho, treinador do Benfica, nesta paragem das competições de clubes para dar espaço aos compromissos das seleções.
Como pode facilmente constatar-se através da observação do quadro de internacionais, são mais os que partem do que os que ficam, na ótica dos encarnados, não facilitando o trabalho do treinador, pois algum repouso e descontração, por via da ausência de jogos, é praticamente exclusivo de quem fica em Portugal — as chamadas às seleções envolvem quase sempre longas viagens, além de treinos, competição e métodos de trabalho diferentes, nas mãos dos selecionadores.
Faz, todavia, parte do contexto de clubes como o Benfica, que contrata quase sempre jogadores internacionais, teoricamente os melhores ou não teriam direito a entrar, naturalmente, nas contas das equipas dos seus países.
Depois da vitória de sábado sobre o Vitória de Guimarães (3-0), que permitiu dormir em segundo lugar na tabela da Liga, em função dos jogos em atraso do Sporting na competição, a equipa do Benfica teve autorização para descansar.
A maior parte dos futebolistas do núcleo duro de José Mourinho, porém, não teve muito tempo, pois iniciou as tais viagens para ir ao encontro das concentrações das seleções e muita gente vai sair da Europa, afinal o Mundial vai jogar-se nos Estados Unidos da América, no México e no Canadá e já há equipas a procurar ambientação.
Os que ficam, esses sim, devem ter dose de descanso extra, mais a mais tendo em conta o calendário carregado até há pouco tempo — só depois da eliminação em Madrid, na segunda quinzena de fevereiro, a agenda do Benfica ficou menos carregada.
O próximo jogo é com o Casa Pia, fora, duelo extremamente importante para os encarnados, envolvidos a fundo na luta com FC Porto e, sobretudo, Sporting. A paragem das competições de clubes servirá, pelo menos, para José Mourinho recuperar aquele que tem sido o seu jogador mais elogiado, o médio norueguês Fredrik Aursnes.