Joaquim Nazaré, jogador de andebol do Benfica (foto SLB)
Joaquim Nazaré, jogador de andebol do Benfica (foto SLB)

Benfica perde na Madeira e soma terceira derrota no campeonato

Marítimo consuma reviravolta épica nos últimos segundos e vence por 28-27

Num final de jogo impróprio para cardíacos, o Marítimo venceu este domingo o Benfica, por 28-27, no Funchal, em encontro referente à 10.ª jornada da 1.ª fase do Campeonato Betclic de andebol masculino.

Os encarnados, treinados esta temporada pelo sueco Anders Hallberg, somaram a terceira derrota, depois das averbadas com FC Porto e Sporting, numa dezena de jogos na prova.

A formação madeirense protagonizou uma recuperação incrível nos instantes finais. Depois de ter estado a perder por cinco golos já na reta final da segunda parte (20-25, aos 51 minutos), a equipa da casa aproveitou a quebra dos encarnados para reduzir sucessivamente a desvantagem até restabelecer a igualdade a 27-27 no último minuto. Na resposta ao empate, o guarda-redes insular travou o remate das águias e, no contra-ataque imediato, o Marítimo desferiu o golpe decisivo que selou o triunfo.

O desafio começou favorável aos anfitriões, que entraram melhor e abriram cedo uma vantagem de 3-0, com o guardião Alexandre Magalhães em destaque entre os postes. O Benfica, privado de Miguel Mendes a recuperar de uma intervenção cirúrgica ao joelho esquerdo, foi equilibrando a partida com tentos de Joaquim Nazaré e Mikita Vailupau, até Nazaré fixar o 5-5.

Com o ascendente do jogo, o conjunto encarnado construiu uma vantagem de quatro golos (5-9), mas o Marítimo reagiu e restabeleceu a igualdade a 9-9 aos 24 minutos. O treinador das águias pediu um desconto de tempo para reajustar processos e os visitantes conseguiram regressar para a liderança antes do descanso, saindo para os balneários a vencer por 11-13.

No reatamento, o Benfica entrou a todo o gás, ampliou a contagem para 11-15 com apoio audível dos seus adeptos e foi gerindo o ritmo (14-18 aos 40 minutos). Perante a aproximação do adversário (18-19 aos 45'), Anders Hallberg pediu uma paragem técnica. A resposta encarnada surgiu com eficácia, consolidando uma liderança confortável de 20-25 aos 51 minutos.

Contudo, a ponta final ficou marcada por uma forte pressão maritimista. A dois minutos do apito final, a margem reduziu-se para a distância mínima (26-27), culminando no empate e na reviravolta madrugadora no marcador nos derradeiros segundos do encontro.

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