Benfica: houve fogo de artifício quando o campeão do mundo voltou ao bairro
A BOLA esteve no bairro da Alta de Lisboa, onde Anísio Cabral, a nova coqueluche do Benfica, deu os primeiros passos na bola. Não apenas o avançado, mas também Stevan Manuel, outra promessa das águias, outro campeão europeu e mundial de sub-17. E quando Portugal conquistou o título maior, em novembro, o regresso de Stevan ao bairro foi tudo menos discreto. Foi recebido como um dos seus, com festa espontânea e uma comunidade inteira a celebrar o feito do jovem do Benfica, que passou pela formação do União Desportiva Alta de Lisboa. Quem o descreve é Pedro Araújo, treinador da equipa sénior do Alta de Lisboa e alguém que conhece o extremo desde criança.
«A avó do Stevan tem um estabelecimento aqui perto e, com a boa televisão que lá está, toda a gente pôde acompanhar. Estava cheio, com muita gente a torcer para que as coisas corressem bem», contou.
A cada golo, a cada lance decisivo, o café enchia-se de aplausos, nervos e esperança. O orgulho, esse, já transbordava muito antes do apito final.
Quando Stevan regressou ao bairro, a celebração foi à altura da conquista: «Quando ele chegou houve fogo de artifício e tudo. Toda a gente estava extremamente contente pela chegada dele. E ele merece.»
A explosão dos foguetes, os abraços, o entusiasmo coletivo — tudo refletiu o orgulho de ver um dos ‘seus’ alcançar o mundo. Stevan voltou ao Alta não apenas como um campeão, mas como um símbolo.