Benfica: goleador reecontra vítima favorita contra a seca de golos
Com 28 golos em todas as competições e 20 no campeonato, Vangelis Pavlidis, principal goleador do Benfica em 2025/26, atravessa a pior fase da época em matéria de finalização.
O avançado grego está há cinco jogos consecutivos sem marcar — frente ao Real Madrid (duas vezes), Aves SAD, Gil Vicente e FC Porto — e também sem qualquer assistência, algo inédito esta temporada. O último golo data de 13 de fevereiro, na vitória por 2-1 diante do Santa Clara, na 22.ª jornada da Liga.
O internacional helénico continua, ainda assim, a ser o jogador com mais jogos esta época — 45 (42 como titular). No duelo deste sábado, em Arouca, relativo à 26.ª jornada, é expectável que volte ao onze inicial, em nova tentativa de quebrar este ciclo negativo e reencontrar o caminho dos golos.
O Arouca surge como um rival historicamente favorável para Pavlidis. No jogo da primeira volta, o Benfica goleou por 5-0 e o ponta de lança assinou um hat trick. Os restantes golos foram da autoria do defesa-central Otamendi — ausente neste encontro por problemas físicos — e do ponta de lança Franjo Ivanovic. Desde que chegou à Luz, no verão de 2024, o Arouca é o segundo adversário a quem Pavlidis mais marcou (4 golos), apenas atrás do Moreirense (5).
O grego foi contratado ao AZ Alkmaar por 18 milhões de euros, mais 2 milhões em objetivos, e rapidamente confirmou a aposta encarnada.
Em época e meia de águia ao peito, Pavlidis soma 102 jogos (88 como titular), 58 golos e 17 assistências, números que sublinham o impacto do avançado no Benfica. Com contrato até 2029 e cláusula de rescisão de 100 milhões de euros, o ponta de lança de 27 anos é um dos ativos mais valiosos do plantel, tendo já despertado o interesse de clubes ingleses no último verão.
Apesar da atual seca de golos — a mais longa da época —, tanto José Mourinho como Bruno Lage, seu treinador anteriormente, nunca deixaram cair o jogador. Pavlidis continua a ser uma peça-chave no sistema encarnado, não só pela finalização, mas pela forma como participa na construção ofensiva e na pressão alta. Ainda assim, um ponta de lança vive de golos, e o grego procura em Arouca recuperar a confiança que o consolidou como um dos melhores marcadores da Liga.