Pavlidis e Rafa estiveram no golo no Bernabéu, mas ainda não têm assistências um para o outro em 445 minutos juntos - Foto: IMAGO

Benfica: Pavlidis luta para evitar pior momento da época

Avançado grego está há três jogos em branco; mais só em agosto, ainda com Lage no banco. Não marca há 334 minutos, está a 4 de igualar o pior registo com Mourinho

Vangelis Pavlidis está há 334 minutos em branco e aproxima-se da pior série da temporada. São três jogos sem marcar para o avançado do Benfica — dois frente ao Real Madrid, um frente ao Aves SAD, a que se juntam mais 74 minutos depois de inaugurar o marcador nos Açores, frente ao Santa Clara.

Esta segunda-feira, em Barcelos, diante do Gil Vicente, o objetivo é voltar aos golos, claro. Porque esse é o papel dum ponta de lança, mas também para evitar igualar a pior sequência da época.

Em agosto, ainda com Bruno Lage no banco, Pavlidis esteve quatro jogos seguidos em branco: 0-0 na Turquia contra o Fenerbahçe (de Mourinho…), 3-0 em casa ao Tondela, 1-0 em casa ao Fenerbahçe e 2-1 em Alverca, numa partida em que foi suplente utilizado (entrou a 26 minutos do final). Juntando os 29 minutos em que esteve em campo depois de marcar ao Estrela da Amadora, antes dessa série, e os 59 que demorou a fazer golo ao Santa Clara, no final, foram 354 minutos em branco. Ou seja, mesmo que marque diante do Gil Vicente, se não o fizer nos primeiros 20 minutos vai, em tempo de jogo, entrar na maior seca de 2025/2026.

E está ainda mais perto de igualar o pior momento desde que Mourinho é treinador. Em janeiro, esteve também três jogos em branco, sempre longe da Luz: 0-1 com o FC Porto para a Taça, 2-0 com o Rio Ave para a Liga, 0-2 com a Juventus para a Champions. Na ocasião, interrompeu a sequência aos 338 minutos, ao inaugurar o marcador na goleada (4-0) em casa ao Estrela da Amadora. Se não quiser fazer pior, tem de marcar em Barcelos até ao minuto 4.

O que têm em comum essas três piores séries sem marcar (de resto, Pavlidis não ficou mais de dois jogos em branco esta temporada, em cinco ocasiões diferentes)? Jogos de grau de dificuldade elevada. A atual sequência inclui duplo confronto com o Real Madrid (embora o grego até tivesse marcado aos merengues no 4-2 a fechar a fase de liga da Champions); a anterior, visitas ao Dragão e a Turim; e a do início da época, duplo confronto com o Fenerbahçe.

Mas os sinais de que Pavlidis anda mais longe do golo são claros. Porque contra o Real Madrid, na Luz, na derrota por 0-1 na primeira mão do play-off, não fez sequer qualquer remate — e desde agosto que isso não acontecia (contra o Alverca, no tal encontro em que entrou a 26 minutos do final; e contra o Fenerbahçe, na Turquia, em que a preocupação das águias foi segurar o nulo para resolver o apuramento, como conseguiu, na Luz). No Bernabéu teve dois. Mas, valha a verdade, fez cinco remates contra o Aves SAD, e só atravessa esta seca atual porque em dois deles Adriel fez duas belas defesas.

Dupla com Rafa ainda por afinar

O mau momento de Pavlidis coincide com a entrada de Rafa no onze. Coincidência? Talvez. Mas a verdade é que o ex-Besiktas não tem sido grande municiador do grego — nos dois remates do 14 das águias contra o Aves SAD que quase deram golo, foram dois passes soberbos de Schjelderup que o deixaram na cara do golo; mesmo no Bernabéu, contra o Real Madrid, a melhor ocasião que teve nasceu de uma jogada do norueguês. E no último golo que marcou, diante do Santa Clara, a assistência foi de Tomás Araújo.

A nova dupla de ataque das águias já esteve 445 minutos em campo junta — Rafa foi suplente utilizado nos dois primeiros jogos depois do regresso à Luz e titular nos últimos cinco. Ainda nenhum deles marcou a passe do outro, embora no Bernabéu tenham estado perto: o golo de Rafa nasceu de centro de Pavlidis, mas Asencio impediu a assistência do grego, cortando para a baliza, e para defesa de recurso de Courtois, antes do português finalizar.

Mais que isso: nesses 445 minutos em que estiveram juntos em campo, Rafa tem apenas dois golos, Pavlidis somente um. A dupla parece ainda não estar afinada.