Rui Costa e Mário Branco, respetivamente presidente e diretor-geral do Benfica (foto: Imago)
Rui Costa e Mário Branco, respetivamente presidente e diretor-geral do Benfica (foto: Imago)

Benfica e Mário Branco perdem a paciência e participam do árbitro Gustavo Correia

Em causa o relatório do jogo com o Famalicão da 32.ª jornada

O Benfica e o diretor-geral Mário Branco apresentaram uma participação disciplinar junto do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) contra o árbitro Gustavo Correia, na sequência do relatório do encontro entre Famalicão e Benfica, disputado a 2 de maio, relativo à 32.ª jornada do último campeonato, que terminou empatado 2-2. A denúncia inclui ainda um delegado da Liga presente nesse jogo.

O clube encarnado e o seu dirigente contestam a veracidade dos factos descritos no relatório do árbitro. Recorde-se que, na sequência desse encontro, o presidente do Benfica, Rui Costa, foi suspenso por 25 dias e multado em 4.210 euros, tendo ainda sido alvo de um processo disciplinar. Já Mário Branco foi suspenso preventivamente por 20 dias, também foi alvo de processo e surge particularmente visado no documento elaborado por Gustavo Correia.

No relatório, o árbitro refere: « «Informo ainda que no mesmo momento, o agente desportivo da equipa B (SL Benfica) Mário Branco, inscrito em modelo P como staff técnico e desempenhando a função de diretor geral, proferiu as seguintes palavras para mim, árbitro Gustavo Correia, "Filho da p...! Vocês são uns filhos da p...!" Tendo igualmente sido impedido de se aproximar de mim fisicamente pelos assistentes de recinto desportivo e pela força policial presente no local.»

Sabe A BOLA, Benfica e Mário Branco não contestam as declarações proferidas ao árbitro, mas rejeitam de forma categórica a alegada intervenção de assistentes e autoridades para travar uma aproximação física. Na perspetiva dos encarnados, essa descrição sugere uma ameaça física que garantem nunca ter existido.

A participação disciplinar apresentada pelo Benfica sustenta-se também em imagens do túnel de acesso aos balneários, recolhidas durante o processo de instrução. De acordo com o clube, essas provas visuais contradizem a versão relatada por Gustavo Correia no documento oficial.

Entretanto, Mário Branco viu o castigo inicialmente aplicado de forma preventiva, após a expulsão no Famalicão-Benfica, ser agravado em mais cinco dias. O dirigente foi ainda sancionado com uma multa de 3.876 euros, devido a reincidência. Na Luz, este agravamento reduzido é interpretado como um sinal de que os factos mais graves descritos no relatório não foram comprovados.

O Benfica considera este caso mais um episódio que reforça a perceção de uma atitude persecutória por parte do árbitro Gustavo Correia e de alguns delegados da Liga. O juiz já tinha sido alvo de críticas por parte dos encarnados após dirigir o encontro frente ao Casa Pia, que terminou igualmente empatado 2-2, a 9 de novembro, na 11.ª jornada do campeonato.

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