Banca espanhola demarca-se de possível adversário de Florentino no Real Madrid
Enrique Riquelme já comunicou oficialmente a sua intenção de se candidatar à presidência do Real Madrid, mas a garantia bancária necessária, no valor de 187 milhões de euros, está a gerar controvérsia. Fontes financeiras, citadas pela Europa Press, indicam que a banca espanhola não participa no aval do empresário.
No entanto, fontes próximas da candidatura de Riquelme asseguram que o aval já foi concedido por um banco estrangeiro que ofereceu melhores condições. Embora a entidade não tenha sido nomeada, o jornal El País avança que o Scotiabank e o Andbank poderão ser os bancos por detrás da operação.
Recorde-se que os estatutos do Real Madrid exigem que qualquer candidato apresente um aval correspondente a 15% do orçamento do clube, que deve ser garantido com património exclusivamente pessoal. A entidade bancária emissora não precisa de ser espanhola, mas tem de estar registada no Banco de Espanha.
O empresário, que preside a uma empresa que opera em 30 países e da qual detém 75%, enviou uma carta à Junta Eleitoral do clube a manifestar a sua vontade de concorrer, afirmando cumprir todos os requisitos estatutários, como a antiguidade de sócio e a nacionalidade espanhola.
Recentemente, a empresa de Riquelme esteve envolvida na compra da Iberdrola México por quatro mil milhões de euros, uma operação que contou com a participação de vários bancos, incluindo alguns espanhóis.
Após esta notificação prévia, Riquelme dispõe agora de um prazo para formalizar toda a documentação exigida. Se a Junta Eleitoral validar que o candidato cumpre todos os requisitos, será admitido e poderá disputar a presidência do Real Madrid com Florentino Pérez.