Frederico Varandas feliz por continuar o projeto em Alvalade - Foto: LUSA
Frederico Varandas feliz por continuar o projeto em Alvalade - Foto: LUSA

As diferenças, Rui Borges e os dois grandes objetivos: o discurso de vitória de Frederico Varandas

Dirigente de 46 anos, reeleito para novo mandato até 2030, orgulhoso pela confiança dos sócios, diz estar preparado para manter o clube no rumo das vitórias

Agora sim, oficial: Frederico Varandas foi reeleito na presidência dos leões com 89,47% dos votos. O dirigente leonino levou a melhor sobre o candidato da lista A, Bruno Sá, que conseguiu recolher 6,28% dos votos. Uma vitória esmagadora do líder dos leões que, desta forma, vai prosseguir o projeto iniciado em 2018 naquele que será o seu terceiro mandato.

Frederico Varandas, de 46 anos, que cumprirá mandato até 2030, surgiu no hall vip de Alvalade, já perto da meia noite, quando proferiu as primeiras palavras após a reeleição. 

«Primeira palavra vai para o concorrente, Bruno Sá. Sócio do Sporting que se entendeu candidatar. Quando se vem a jogo com a intenção de fazer algo pelo clube nunca se perde. O seu espírito de luta independentemente do resultado. A segunda para os sócios. A conclusão que tiro é que é um clube de sócios felizes com o seu clube. Por viverem uma das melhores fases da história do Sporting. Que vive dos seus sócios, da felicidade dos seus sócios. Estas eleições demonstraram o que os sócios querem. Vencemos por quase 90 por cento, muito orgulho, muita responsabilidade, mas também a humildade de termos vencido com este resultado expressivo. Vencer opor 90 ou 51 é a mesma coisa. A humildade e a missão é a mesma. 

Mais votos que em 2022


«Isso tem a ver do resultado do trabalho desta direção. Mais votaram, porque mais sócios existem. A responsabilidade é a mesma. Não vou dormir eufórico, porque me lembro de há 8 anos estar lá fora muito feliz e já estava ficado na missão que era colocar onde o Sporting esta. 

Voto de confiança


«Hoje vou falar só do ato eleitoral. Recebemos mais um voto mas é sinal da vitalidade e saúde que o clube tem. É preciso recuar muitas décadas para uma ver uma direção há 12 anos no clube. E isso é uma premissa fundamental para a base de sucesso. Vivemos momento de tranquilidade, Feliz pelo número de sócios, muitos votaram. O que é importante é sentirem que é um clube estável, algo que não foi durante décadas. O mérito disso é dos sócios. E são eles o garante desta estabilidade. A duração média antes de aqui chegarmos era de dois anos e pouco. Era uma loucura»

Quais os processos mais urgentes? A renovação de Rui Borges?


«Quando decidimos candidatar não tem a ver renovações de treinadores ou jogadores.Há um objetivo vincado, de iniciar processos de qualificação do nosso património. Vem aí três  anos exigentes para cumprir as obras que estamos a fazer, mas vamos conseguir fazer. Para em 2029 estarmos num espaço como José Alvalade fantástico e admirável para todos os sportinguistas. 

O que vai ser diferente?

«Se puder resumir o que quero no Sporting… dois pontos: vencer títulos e a segunda crescer no número de sócios. Para isso acontecer é preciso crescer noutros setores, como a experiência do adepto, património, de vitórias e aumento de receitas»

Como se sente a título pessoal

«Sinto-me hoje profundamente cansado. Até este discurso foi mais tarde do que julgava. Quando estamos aqui… não pensamos no Frederico Varandas. O que quero fique na memória de todos é que desde 2018 a 2030 ganhou e cresceu muito»

Qual a reação às palavras de Farioli desta tarde? 

«Não vou falar de Rui Borges… Acha que vou falar de um treinador rival?»