Tudo sobre a renovação de Rui Borges com o Sporting: a intenção, as conversas e o anúncio
A intenção de prolongar o contrato de Rui Borges para lá de 2027 é há muito conhecida porque faz parte dos planos de Frederico Varandas, como A BOLA tem noticiado. O presidente do Sporting, no debate eleitoral desta quinta-feira, revelou que a decisão está tomada mas não a anunciou, sendo certo que não existiram ainda quaisquer conversações que vão no entanto avançar este mês, depois do Bodo/Glimt. Tanto treinador como presidente pretendem prolongar a ligação, por mais um ou dois anos, mas o anúncio não está para breve, antes as (primeiras) conversas que levarão a um entendimento que não se adivinha difícil.
«Os resultados falam pelo rumo do Sporting, que tem um treinador chamado Rui Borges, mudou a tática e está na luta pelo tricampeonato. Cresci a ver os outros conseguirem tetras e pentas. Só em sonhos pensávamos no tri. A renovação? A decisão já está tomada mas não a vou utilizar em campanha eleitoral. Não prometo títulos nem nomes de jogadores ou treinadores. Venho com um rumo, os sócios depois decidem», foi assim que Frederico Varandas se escudou quando, no debate, foi questionado sobre o prolongamento do vínculo do treinador.
O líder leonino, que este sábado vai a votos com Bruno Sá e que procura um terceiro mandato à frente dos destinos do clube, não quis misturar o assunto com as eleições mas está tranquilo com o processo do treinador que lhe ofereceu o bicampeonato e a dobradinha. A intenção é de que ele fique mais tempo mas a segurança de mais uma temporada de ligação, automaticamente renovada com a conquista do título 2024/2025, não obriga a pressas — Borges, recorde-se, chegou a Alvalade no dia 26 de dezembro de 2024, substituiu João Pereira que sucedera a Ruben Amorim mas sem conseguir resultados positivos.
O que vai avançar na segunda quinzena deste mês serão as primeiras conversas com a Gestifute, do agente Jorge Mendes, em que naturalmente serão abordados temas como a questão salarial, que vai aumentar, e os anos de ligação, mais um ou dois, para 2028 ou 2029. Mas até a uma profunda evolução do processo ou anúncio ainda se vai ter de esperar, até porque nesta fase da temporada seria prematuro, numa altura em que o foco está na Champions — joga-se a passagem aos quartos de final na terça-feira, receção ao Bodo/Glimt na 2.ª mão dos oitavos com um 0-3 para recuperar —, no campeonato em que o leão luta pelo tri e na Taça de Portugal, em que leva vantagem de 1-0 para o Dragão, onde em abril se joga a 2.ª mão das meias-finais com o FC Porto.
Rui Borges, ressalve-se novamente, não está em final de contrato, tem mais um ano, e tem cláusula de rescisão de 20 milhões de euros que não será alterada quando e se a renovação se consumar. As conversas vão naturalmente acontecer nas próximas semanas, a intenção de ambas as partes é há muito clara, mas a conclusão do processo, que não será de difícil resolução, não será assim tão para breve. Deverá acontecer apenas mais com o andamento da temporada, espera-se em Alvalade que sobre o sucesso de mais conquistas…
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