Fran Navarro apontou o golo solitário que garantiu o triunfo bracarense no reduto do Moreirense. Foto: Hugo Delgado/LUSA
Fran Navarro apontou o golo solitário que garantiu o triunfo bracarense no reduto do Moreirense. Foto: Hugo Delgado/LUSA

Arcebispos bateram os cónegos em plena Páscoa (crónica)

Guerreiros levaram a melhor no dérbi com o Moreirense e cimentaram o quarto lugar no campeonato; equipa vimaranense somou o sexto encontro sem ganhar; Fran Navarro apontou o único golo da partida

Em pleno período pascal, os arcebispos foram mais fortes no terreno dos cónegos, vencendo por 1-0, e conseguiram ser a equipa que regressou aos triunfos, após os desaires anteriores. Tudo graças ao golo solitário de Fran Navarro.

A equipa da casa entrou intensa e a pressionar alto, no entanto os arsenalistas rapidamente encontraram aquilo que pretendem em todos os jogos, ou seja, longos momentos de posse de bola. A partir daí foram surgindo mais ataques dos visitantes, com o primeiro lance perigoso a aparecer aos 14 minutos pelo suspeito do costume. Ricardo Horta recebeu a bola entre linhas, virou-se e rematou forte, porém saiu ao lado.

O marcador mexeu aos 24 minutos com o golo do SC Braga. Na sequência de um livre lateral, Lagerbielke subiu ao segundo andar para amortecer para o centro da área e Fran Navarro apareceu no sítio certo para empurrar para o fundo das redes, colocando os guerreiros na frente.

O melhor que os cónegos fizeram no primeiro tempo (35’) foi uma tentativa de livre direto de Alan, mas que saiu ao lado e nem chegou para assustar Hornicek. Na resposta, Gabri Martínez enviou a bola ao poste, após um belo trabalho dentro da área adversária. Pouco depois, o extremo espanhol serviu o compatriota Fran Navarro que viu André Ferreira negar-lhe o segundo com uma enorme defesa por instinto.

No reatamento, o Moreirense foi tentando dar a volta ao contexto desfavorável, voltando a entrar bem, com atitude e posse de bola, só que não conseguiu aproximar-se da baliza contrária. Por isso, a primeira ameaça foi mesmo para os forasteiros com uma cabeçada de Niakaté, na sequência de um pontapé de canto, a obrigar o guardião oponente a aplicar-se.

Do rendilhado habitual dos arsenalistas nasceu mais uma jogada perigosa, com um remate de João Moutinho que levava a direção do ângulo superior esquerdo da baliza dos cónegos, mas André Ferreira voltou a brilhar e a manter a desvantagem na margem mínima. Até final registo para um par de bons lances de Diogo Travassos, sendo que o primeiro terminou com o remate intercetado para canto e o segundo num cruzamento que percorreu toda a área sem que ninguém desviasse.

Os arsenalistas sofreram um pouco, mas voltaram aos triunfos, de forma justa, e agudizaram a crise do Moreirense que está sem vencer há seis encontros consecutivos, porém mantém-se sólido na oitava posição da Liga.

Melhor em campo: Fran Navarro (nota 7)
O avançado espanhol foi o herói do encontro, ao ter apontado o único golo que garantiu três pontos para a sua equipa. No tento demonstrou instinto de matador, aparecendo no sítio certo, porém ainda na primeira parte teve mais uma grande oportunidade, com uma boa finalização de pé esquerdo, sendo que apenas uma enorme defesa do guardião contrário evitou o bis.
A figura: Alan (nota 6)
O médio foi o jogador que mais vezes pegou na bola, na tentativa de levar a sua equipa para zonas mais ofensivas. Aos 35 minutos foi protagonista do melhor momento dos cónegos na etapa inicial, ao tentar de livre direto, no entanto a bola saiu ao lado. Sempre batalhador nos duelos de bola, batendo-se com jogadores de outro porte físico com bravura.

As notas dos jogadores do Moreirense: André Ferreira (6), Diogo Travassos (6), Gilberto Batista (5), Maracás (5), Francisco Domingues (5), Rodrigo Alonso (5), Nile John (5), Alan (6), Kiko Bondoso (5), Luís Semedo (5), Landerson (5), Cédric Teguia (5), Kevyn Souza (5), Stjepanovic (5) e Fabiano (5).

Carlos Vicens

Jogando fora de casa, frente a uma equipa que faz as coisas bem e quando não fechas o resultado, o adversário vai acreditando e pode acabar por fazer um golo. Há dias em que as bolas entram rápido e outros que não. O que mais me agradou foi a equipa não ter deixado de atacar, apesar da vantagem, até mesmo na segunda parte na qual estivemos muito tempo no meio-campo contrário.

Vasco Botelho da Costa

Tivemos demasiado respeito pelo SC Braga, porque acho que naquilo que foi o jogo jogado estivemos bem, pressionando, sendo que faltou sermos mais eficazes na segunda bola. Na segunda parte perdemos alguma capacidade física para manter a mesma toada. Sabíamos que o SC Braga é forte na bola parada e o lance do golo foi bastante analisado e devíamos ter feito mais.