António Félix da Costa segundo na classe LMP2 nas 24 Horas de Daytona
António Félix da Costa (Oreca) foi segundo classificado na categoria LMP2 nas 24 Horas de Daytona, prova de abertura do campeonato norte-americano de resistência (IMSA), e destacou-se como o melhor representante português na corrida.
Na sua terceira participação na clássica prova norte-americana, Félix da Costa dividiu o Oreca da Intel Europol com Tom Dillmann, Jeremy Clarke e Bijoy Garg. A equipa esteve sempre na luta pela vitória, liderando grande parte da corrida durante a noite. No entanto, ao amanhecer, acabou por cair para o segundo lugar da categoria, terminando na 11.ª posição da geral, a apenas cinco segundos do carro vencedor — o Oreca de George Kurtz, Alex Quinn, Toby Sowery e Malthe Jacobsen.
No final, Félix da Costa não escondeu a intensidade da prova: «Que corrida de loucos, lutámos com todas as nossas forças, a equipa fez um excelente trabalho de estratégia durante toda a corrida, todas as paragens correram bem e todos os meus colegas não cometeram erros».
O piloto português sublinhou ainda que «foi uma corrida irrepreensível», lamentando a curta distância que o separou da vitória: «Queria mesmo muito ganhar esta corrida e numa prova de 24 horas ficar a cinco segundos da vitória é quase inédito. Ainda não foi desta que venci, mas saio feliz, de cabeça erguida e com sentimento de que deixámos tudo na pista», prometendo regressar em 2027 com o objetivo de vencer.
A vitória absoluta nas 24 Horas de Daytona foi conquistada pelo Porsche do brasileiro Felipe Nasr, do francês Julien Andlauer e do alemão Laurin Heirich, naquele que foi o terceiro triunfo consecutivo da marca alemã na prova.
Na categoria principal, Filipe Albuquerque (Cadillac) viu a sua corrida terminar prematuramente devido a problemas mecânicos. O piloto português explicou: «Tivemos ao longo de toda a corrida um bom andamento. Chegámos a estar na terceira posição e estáávamos confiantes que o ataque final daria os seus frutos. Mas não pude chegar a essa parte, pois a caixa de velocidades do Cadillac cedeu e acabámos por desistir. Não era isto que queríamos, mas temos de nos conformar».
Também Manuel Espírito Santo, que se estreava em Daytona na classe LMP2 ao volante de um Oreca, foi forçado a abandonar a apenas 20 minutos do final. O jovem piloto de Cascais relatou uma corrida de altos e baixos: «Estávamos a andar bem. Quando o meu colega de equipa me entregou o carro, estávamos em sexto. Recuperei até segundo impondo um ritmo que me deixou bastante satisfeito. Mas os problemas estavam para vir, toques, penalizações e problemas mecânicos foram-nos afastando da frente e mesmo que me tenha esforçado ao máximo para recuperar o possível, tivemos mesmo de desistir».
A próxima prova do calendário IMSA será as 12 Horas de Sebring, marcadas para o dia 21 de março.