Antonelli diz que o novo Mercedes é «interessante de conduzir», Aston Martin adia testes
O piloto da Mercedes, Andrea Kimi Antonelli, partilhou as suas primeiras impressões sobre o novo monolugar da equipa, o W17, concebido de acordo com as novas regras técnicas da Fórmula 1, que incluem aerodinâmica ativa, menos um grupo motor-gerador e mais potência proveniente da unidade elétrica do sistema híbrido.
«É muito bom estar de volta ao carro. É uma aprendizagem enorme; estivemos a tentar ajustar a unidade de potência e o carro, e esta tarde o carro melhorou bastante. É uma aprendizagem constante, por isso o mais importante é tentar rodar, todas as voltas, o máximo de voltas possível para podermos afinar a unidade de potência e o carro da melhor maneira possível .Vai demorar um pouco mais para testarmos todos os modos de funcionamento do carro – ultrapassagem, potência adicional e os outros», explicou o italiano, de 19 anos, que inicia a sua segunda temporada completa com a Mercedes.
«Mas o carro é diferente. É bom de conduzir, interessante, muito bom de conduzir. Obviamente, em termos de potência, é um pouco diferente do que tivemos o ano passado. Exige um pouco mais de gestão e ações por parte do piloto, mas conseguimos lidar com isso», acrescentou depois de ter completado 59 voltas no circuito de Barcelona-Catalunya com o melhor tempo de 1'20"700.
«Devo dizer que a equipa da unidade de potência fez um excelente trabalho. E a maneabilidade, que era uma grande incógnita, parece ser boa até agora. Para já, o pacote parece bom», concluiu Andrea Antonelli, que ajudou a que a Mercedes, a Par da Red Bull e Ferrari estivessem em destaque o primeiro dia do shakedown em Barcelona.
Aston Martin vai para a pista quinta-feira
Entretanto, a Aston Martin confirmou que não participará nos primeiros dias dos testes de pré-temporada de 2026, que decorrem de 26 a 30 de janeiro no Circuito de Barcelona-Catalunha. A equipa de Silverstone planeia estrear o novo AMR26 apenas nos últimos dias do shakedown.
Num breve comunicado divulgado nas redes sociais, a equipa britânica revelou a estratégia. «O AMR26 estará em Barcelona no final da semana para o seu shakedown. A intenção é rodar na quinta e na sexta-feira», pode ler-se na nota.
Apesar de as equipas poderem escolher três dos cinco dias disponíveis para testar, a Aston Martin optou por utilizar apenas dois. Na prática, o tempo em pista será ainda mais reduzido, correspondendo a cerca de um dia e meio. O monolugar chegará ao circuito catalão na quarta-feira para ser montado, com os testes a iniciarem-se na tarde de quinta-feira e a prolongarem-se por todo o dia de sexta.
Este atraso está relacionado com os prazos apertados do projeto para 2026, ano em que entram em vigor novos regulamentos técnicos e de motores. Adrian Newey, o conceituado projetista que se juntou à equipa em março, já tinha alertado que o desenvolvimento do novo carro seria uma corrida contra o tempo. A equipa sublinha que rodar nos dias previstos é a «intenção», uma vez que o plano está dependente de fatores como as condições meteorológicas, havendo previsão de chuva para quinta-feira.
Esta não é a primeira vez que um carro projetado por Newey tem uma estreia tardia. Em 2010, a Red Bull falhou os primeiros testes em Valência e, ainda assim, Sebastian Vettel sagrou-se campeão mundial. No ano anterior, em 2009, a equipa também chegou tarde aos testes, mas conseguiu alcançar seis vitórias durante a temporada.
O principal objetivo na Catalunha é verificar a fiabilidade dos novos motores Honda, validar a correlação entre os dados do simulador e o desempenho em pista, e assegurar que todos os sistemas do carro funcionam corretamente. O cumprimento destes objetivos é crucial para que a equipa chegue preparada às duas sessões de testes oficiais no Bahrein, agendadas de 11 a 13 e de 18 a 20 de fevereiro.
Espera-se que no Bahrein as equipas comecem a introduzir componentes aerodinâmicos mais representativos dos carros que competirão na primeira corrida do ano, evitando revelar detalhes importantes à concorrência nesta fase inicial.
Dia 1 de testes em Barcelona
1.º, Isack Hadjar (Red Bull): 1'18"159, 107 voltas
2.º, George Russell (Mercedes): 1'18"696, 88 voltas
3.º, Franco Colapinto (Alpine): 1'20"189, 57 voltas
4.º, Kimi Antonelli (Mercedes): 1'20"700, 59 voltas
5.º, Esteban Ocon (Haas): 1'21"301, 153 voltas
6.º, Liam Lawson (Racing Bulls): 1'21"513, 88 voltas
7.º, Valtteri Bottas (Cadillac): 1'24"651, 33 voltas
8.º, Gabriel Bortoleto (Audi): 1'25"296, 28 voltas
9.º, Sérgio Pérez (Cadillac): 1'25"974, 11 voltas
Voltas completas por motor
1.º, Mercedes: 209 voltas
2.º, Ferrari: 198 voltas
3.º, Red Bull-Ford: 195 voltas
4.º, Audi: 27 voltas