Andy Burnham - Foto: IMAGO

Andy Burnham na calha para ser o próximo primeiro ministro britânico

Já anunciou que avança; Wes Streeting, visto como o único adversário credível, fora da corrida

Andy Burnham, antigo presidente da câmara da Grande Manchester, eleito membro do Parlamento britânico na passada quinta-feira, anunciou a sua candidatura à liderança do Partido Trabalhista, tornando-se o grande favorito a suceder a Keir Starmer e, consequentemente, a assumir o cargo de primeiro-ministro no próximo mês.

O anúncio de Burnham surgiu através de uma publicação na rede social X, pouco depois de Starmer ter comunicado a sua demissão do cargo de primeiro-ministro na segunda-feira. Burnham, que venceu a eleição intercalar em Makerfield na semana passada e tomará posse como deputado ainda hoje, sublinhou a importância de uma transição ordeira. «O anúncio de Starmer marca o início de uma transição e é importante que este processo seja conduzido de forma ordenada e responsável», afirmou, acrescentando: «Irei apresentar-me como parte deste processo».

Burnham era apontado como o principal candidato a destronar Starmer, mas precisava de ser deputado para o fazer, segundo as regras do Partido Trabalhista. Por isso, um outro deputado demitiu-se, provocando a eleição intercalar em Makerfield que deu ao ex-autarca o lugar no Parlamento. A vitória de Burnham na eleição de quinta-feira terá precipitado o pedido de demissão de Starmer, há muito debaixo de fogo.

Poucos minutos após a declaração de Burnham, Wes Streeting, que se demitiu do cargo de ministro da Saúde no mês passado, também recorreu à plataforma X para anunciar a sua decisão de não entrar na corrida pela liderança. Streeting revelou ter conversado com Burnham, que lhe transmitiu a sua intenção de construir «um partido inclusivo», motivo pelo qual decidiu não avançar com uma candidatura própria.

Com Wes Streeting fora da corrida, a eleição de Burnham é quase certa. Falta saber se avançará mais algum candidato à liderança do Partido Trabalhista — qualquer deputado tem até 9 de julho para o fazer. Se houver necessidade de eleição, o próximo primeiro ministro, mesmo que a vitória de Burnham seja quase certa, só deve tomar posse em setembro; caso o antigo presidente da câmara da Grande Manchester avance sozinho, poderá entrar em Downing Street já a meio de julho.

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