Ruben Amorim
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Amorim quer Ramos «homem do dérbi» e aquece duelo: «Zero inveja. Estou no sítio certo»

Treinador do Milan fez antevisão do jogo com o Inter

Ruben Amorim mostrou-se otimista em relação a Gonçalo Ramos antes do dérbi de Milão, a contar para a 10.ª jornada da Serie A, em San Siro, e não escondeu o orgulho por estar no clube «certo» da cidade, quando questionado sobre o homólogo do Inter.

«Tenho zero inveja do Chivu porque estou no sítio certo, que é no Milan e não no Inter. Sou assim. Escolhi um clube em plena fase de reconstrução, que está a tentar lançar jovens como Cissé para construir algo do zero. É um desafio que me estimula e estou muito feliz com a minha escolha», vincou o treinador, sublinhando a exigência dos resultados no futebol de elite: «Não sou ingénuo, sei perfeitamente que é preciso ganhar jogos para ganhar o tempo necessário para construir algo duradouro.»

Questionado sobre Gonçalo Ramos — que já havia bisado num dérbi entre Benfica e Sporting quando o técnico estava no banco —, o treinador demonstrou total confiança no avançado português para fazer a diferença.

«Acredito que pode ser o homem do dérbi. As dificuldades que o Gonçalo Ramos está a atravessar são, sobretudo, uma questão de equipa. Controlamos bem as partidas, mas jogamos demasiado longe da baliza adversária. Temos de subir o bloco e a equipa no terreno de jogo, passar mais tempo nessa zona para permitir que ele faça o seu jogo. O Gonçalo Ramos já provou que pode desbloquear o jogo a qualquer momento e marcar em qualquer situação», analisou.

Questionado sobre os objetivos, depois das palavras do dono do clube, Gerry Cardinale, atirou: «É preciso falar sempre do Scudetto como objetivo principal quando se está no Milan, mas já perdemos pontos e é preciso acertar as coisas. Temos apenas de pensar em melhorar a equipa passo a passo. O que fizemos de errado no último jogo tem de ser corrigido a pensar no próximo. Se começarmos a pensar demasiado à frente, na classificação e nos objetivos a longo prazo, arriscamo-nos a esquecer o que é verdadeiramente importante para nós. Queremos vencer com continuidade, ano após ano.»

«Agradeço muito o apoio de Cardinale. Já sabíamos, e qualquer pessoa tem a lucidez para o compreender, que não se constroem bases sólidas quando se convive com este tipo de contratempos a meio da época. Vai levar tempo, é inevitável, mas queremos vencer todos os jogos. Quando não o conseguimos, a dor da derrota permanece e custa, mas temos de ser claros com os adeptos e fazê-los entender que o processo exige tempo», sublinhou.

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