José Mourinho, treinador do Benfica - Foto: IMAGO
José Mourinho, treinador do Benfica - Foto: IMAGO

Alcançado acordo de paz para Benfica, Florentino Pérez e Mourinho

Contactos avançam através de Jorge Mendes e há vontade partilhada de resolver rapidamente. Águias querem receber o valor do contrato de um ano (€15 milhões) e liberdade para tratar da pasta Marco Silva

Florentino Pérez e Benfica já trabalham em conjunto no tema José Mourinho, através de Jorge Mendes, empresário do treinador e figura de proa no processo de mudança do português de 63 anos para o Real Madrid.

Depois de confirmadas as eleições para junho, a primeira estratégia definida caiu por terra, não sendo possível garantir acordo de três anos com José Mourinho a troco de €7 milhões, ao abrigo da cláusula que se sabe agora ser de 10 dias úteis (a partir do jogo de dia 16, no Estoril, com termo para sexta-feira), pois terá expirado.

Assim, e depois de algum nervosismo comum em relação ao processo, eis que o mediador consegue novamente acelerar a situação: o Benfica não abdica do valor do contrato em curso, que diz respeito a 2026/27 e que representa €15 milhões, Florentino Pérez entende que é a forma de fazer avançar o tema, depois de ter passado a mensagem de que não estaria disposto a pagar mais de €7 milhões ao Benfica por Mourinho.

Jorge Mendes contacta com as duas partes e obtém, para já, um princípio de acordo pacificador, que permite a José Mourinho estar descansado e com fé em contrato para três anos, assim Florentino Pérez vença as eleições contra Enrique Riquelme. Do lado do Benfica também haverá garantia de que não lidará com qualquer tipo de problema ou resistência em fazer avançar o processo de contratação de um novo treinador, no caso Marco Silva, o desejado, e que pertence igualmente à esfera Gestifute.

Neste capítulo, pertencerá ao Benfica a responsabilidade total sobre as negociações, sem interferências do agente, que no limite poderá inclusivamente ajudar o Fulham a encontrar um substituto para o português de 48 anos, se este, de facto, deixar o clube.

Foi, pois, conseguido um acordo entre todas as partes, mas que obedece a regras rigorosas e que dificilmente será tornado público, em função das arestas delicadas. Com contrato em curso (Benfica-Mourinho), com eleições em curso (Real Madrid), com a impossibilidade de assumir um compromisso em nome do Real Madrid (junta diretiva poderia fazê-lo, mas seria pouco ético e altamente reprovável, como Riquelme tem expressado), e com um treinador ainda preso a uma palavra de honra (Marco Silva vai ouvir o Fulham), não há margem de manobra para posições públicas.

Florentino Pérez não prestou, pois, uma única declaração envolvendo José Mourinho, mas as bases para o entendimento estão lançadas para que todas as partes possam conseguir aquilo que pretendem.

Mais: seria difícil para Benfica e José Mourinho, mesmo com um contrato em vigor e uma renovação de vínculo em cima da mesa, restaurar agora relações, depois de tudo o que sucedeu no final da temporada e após o final da temporada.

Rui Costa, presidente do Benfica, não gosta da forma como está a perder o treinador e não está aberto a negociações, Florentino Pérez, porém, está agora disposto a pagar €15 M e a resolver o problema. Mas tem de vencer eleições.

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