Afonso Eulálio foi o Melhor Jovem do Giro 2026 e sexto classificado na geral

Afonso Eulálio aterra em Portugal ainda a «assimilar» o Giro: «Fiz algo de bom»

Jovem corredor chegou esta segunda-feira a Portugal após se ter afirmado «entre os melhores dos melhores» na Volta a Itália. Admite participar na Volta à Suíça, mas por agora só pensa em «recuperar» o físico

Afonso Eulálio confessou, no regresso a Portugal, que ainda está a processar o sexto lugar na geral e a vitória na classificação da juventude na 109.ª edição da Volta a Itália. O jovem corredor português foi recebido, esta segunda-feira, por familiares e amigos no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia.

«Penso que ainda vou demorar bastante a assentar tudo isto, apenas tenho a noção de que fiz algo de bom. (...) Sinto-me bem por este momento e agora quero é descansar um bocado», afirmou aos jornalistas, visivelmente satisfeito com o desempenho na grande Volta italiana.

O ciclista figueirense, de 24 anos, alcançou o terceiro melhor resultado de sempre de um português na corsa rosa, superado apenas por João Almeida, com três presenças no top 6, e por José Azevedo, que foi quinto em 2001. Eulálio conquistou a camisola branca, símbolo de Melhor Jovem da prova, e envergou a maglia rosa, de líder do Giro, durante nove dias, tornando-se o segundo português com mais tempo no topo da classificação da prestigiada prova italiana, atrás dos 15 dias de João Almeida em 2020.

«Sim, foram nove dias... Acima de tudo, dentro da equipa, trabalhámos sempre muito, sempre 100% focados. Sem nunca ter um dia mau, fomos procurando a perfeição e as coisas acabaram por correr bem», recordou Eulálio.

O corredor da Bahrain Victorious soube aproveitar a oportunidade que surgiu com a desistência do líder da sua equipa, o colombiano Santiago Buitrago, logo na segunda etapa. «Não foi uma surpresa. Eu sabia que estava bem e que podia estar na disputa, mas não com os melhores dos melhores, que estão a lutar pelo pódio», explicou. 

«Raramente tenho as minhas oportunidades, gosto muito de trabalhar. O meu medo era ter um dia muito mau e perder 15 ou 20 minutos. Sabia que, se estivesse sempre bem, estaria pelo menos perto do top-10», admitiu.

Olhando para o futuro, Eulálio admite que a exigência dentro da equipa possa aumentar e revelou que a participação na Volta à Suíça, que arranca a 17 de junho, é «provável», embora a prioridade seja a recuperação física. Apesar do sucesso, o ciclista modera as expectativas quanto a futuras grandes Voltas.

«Não sei, na verdade, gosto bastante mais de clássicas. Claro que vamos continuar a trabalhar dentro da equipa, talvez para correr uma semana, mas acima de tudo é continuar a trabalhar de uma forma geral e ver o que podemos fazer no futuro», concluiu.

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