Silvino morreu aos 67 anos - Foto: A BOLA
Silvino morreu aos 67 anos - Foto: A BOLA

Adeus ‘Manitas’

Parece que o Céu tem uma predileção especial por levar os ‘bons’ do nosso convívio. O Silvino era melhor pessoa do que guarda-redes. E como guarda-redes foi um gigante…

Mais um soco no estômago. O desaparecimento de Silvino Louro, o ‘Manitas’, é uma tragédia que se junta aos desaparecimentos precoces de Manuel Bento e Neno, com quem fiz o meu percurso no Benfica entre 1982 e 1988.

Comecei a jogar contra o Silvino no Campeonato Nacional de Juniores em 1975. Eu pelo Sporting e ele pelo Vitória de Setúbal. Falava-se, na altura, de um miúdo que trabalhava numa padaria, e que tinha umas mãos que davam para tirar o pão do forno, daí a alcunha que o acompanhou. Perdi a conta às vezes em que nos defrontámos, ao longo de cinco épocas (de 1977 a 1982), ele sempre no Vitória sadino e eu representando Belenenses (1977/78 a 1980/81) e Portimonense (1981/82); e mais ainda foram as vezes em que estivemos juntos em inúmeros estágios, de preparação e para jogos, das seleções dos sub-21 aos sub-23.

Seguiu-se o convívio no Benfica, onde ninguém esquece o choque que teve (carregado de razão) com Pal Csernai em 1984/85. No mais, um companheiro sempre leal, frontal, que viria a fazer história ao disputar duas finais da Taça dos Campeões Europeus. Mais, só Costa Pereira. Adeus ‘Manitas’.

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