A festa de subida do Hull City - Foto: IMAGO

Acabou de subir à Premier League e por causa disso arrisca dedução de pontos

Hull tem de vender jogadores até 30 de junho; a culpa foi dos prémios de subida...

O Hull City, recém-promovido à Premier League, enfrenta a possibilidade de uma dedução de seis pontos antes mesmo de a época começar. A vitória sobre o Middlesbrough no play-off de promoção, que garantiu um encaixe financeiro de cerca de 230 milhões de euros, criou paradoxalmente um problema financeiro que obriga o clube a vender jogadores até ao final do mês.

A situação decorre de um incumprimento das regras de lucro e sustentabilidade (PSR) da English Football League. Os bónus de promoção incluídos nos contratos dos jogadores levaram o clube a exceder em aproximadamente 7 milhões de euros o limite máximo de perdas permitido, que é de 45 milhões de euros ao longo de três épocas.

Curiosamente, se os tigers tivessem perdido o jogo decisivo em Wembley não estariam a violar as regras e, consequentemente, não enfrentariam qualquer sanção no Championship.

O proprietário do clube, Acun Ilicali, que assumiu o controlo em 2022, admitiu publicamente a necessidade de agir rapidamente. Numa sessão de perguntas e respostas no MKM Stadium, no início do mês, Ilicali foi direto:

«Gastámos em excesso e temos de vender alguns jogadores antes de 1 de julho. Não tenho medo. Já gerimos coisas mais difíceis. Para nós, isto é mais fácil de gerir. Agora que somos uma equipa da Premier League, o valor [dos jogadores] aumentou, o que é uma boa vantagem.»

Apesar da franqueza de Ilicali, a sua admissão pública pode ter enfraquecido a posição negocial do clube, ao revelar que está sob pressão para vender. O Hull City conseguiu a promoção apesar de ter estado limitado a empréstimos e jogadores livres em 2025/26, como penalização por atrasos em pagamentos de transferências.

O clube enfrenta agora o dilema de ter de vender ativos valiosos que foram cruciais para a subida de divisão. Entre os jogadores que o clube preferiria manter estão o médio Regan Slater, de 26 anos, eleito jogador do ano pelos colegas e adeptos, e o defesa-central Charlie Hughes, de 22 anos, que venceu o prémio de jovem jogador do ano por duas vezes consecutivas. O clube já rejeitou propostas por Hughes e pelo guarda-redes Ivor Pandur, que integra a seleção da Croácia no Mundial.

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