McTominay e  Mourinho em 2017 - foto: Imago
McTominay e Mourinho em 2017 - foto: Imago

«Se Mourinho me ligasse, pensaria no assunto»

McTominay é heróis em Nápoles, mas abre a porta ao atual treinador do Real Madrid

Scott McTominay, médio do Nápoles, admitiu que ponderaria uma transferência para o Real Madrid caso recebesse uma chamada de José Mourinho, o treinador que o lançou no Manchester United.

Desde que chegou ao Nápoles em agosto de 2024, o internacional escocês tornou-se uma figura central na equipa, conquistando lugar na Serie A e favorito entre os adeptos. A ascensão em Itália, onde se afirmou como um dos médios mais conceituados, contrastou com o seu papel mais secundário em Inglaterra, no Manchester United, o clube de formação.

Aos 29 anos e no auge da carreira, o médio não esconde que uma proposta de um dos maiores clubes do mundo seria tentadora. A ligação especial com José Mourinho, que atualmente comanda o Real Madrid, poderia fazê-lo balançar.

Foi o técnico português quem deu a McTominay a oportunidade de se estrear pela equipa principal do Manchester United na temporada 2016/17, um gesto pelo qual o jogador sente uma enorme gratidão. Numa entrevista ao Corriere della Sera, foi direto ao assunto.

Estreou-se na Premier League com Mourinho. Se ele o telefonasse para o convidar a ir para o Real Madrid, aceitaria?, foi a pergunta. «Se isso acontecesse, pensaria no assunto», disse direto.

Apesar da saída de Antonio Conte e a chegada de Max Allegri ao comando técnico, o Nápoles continua a ver o jogador como uma peça fundamental. McTominay tem contrato com o clube napolitano até junho de 2028, com um salário anual a rondar os 5,6 milhões de euros.

Operação ao coração

O jogador acedeu ainda a falar de um problema de saúde revelado horas antes tem uma arritmia benigna, detetada já há algum tempo, e terá de ser submetido a uma intervenção de ablação para regularizar o ritmo cardíaco. «É um problema que tenho de enfrentar. Só soube agora que vou ser operado. Mas voltaremos a ver-nos em breve, muito em breve. Mais forte do que antes», garantiu, recordando que teve algumas dificuldades durante o Mundial nos Estados Unidos:

«Sim, e foi muito mais difícil. Dois dias antes do primeiro jogo, senti-me mal e não sabia se iria jogar ou não. Foi difícil preparar-me mentalmente. Depois, as temperaturas elevadas tornaram a situação ainda mais complicada. Olhando para trás, é um grande arrependimento na minha carreira».

A operação decorrerá nos próximos dias para aproveitar entretanto a paragem para as seleções.

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