A rebeldia ribatejana foi levada ao castigo (as notas do Alverca)
Chiquinho ganha faltas, livres, lançamentos… e quando não os ganha é porque passa pelo adversário. Joga bem, cruza bem, remata bem e até no plano defensivo costuma estar bem. Protagonizou um dos lances mais bonitos do jogo: numa cavalgada pela esquerda, após ludibriar Kiwior, atrás do meio-campo, o avançado rematou em jeito, à entrada da área, obrigando Diogo Costa a uma grande defesa (73').
Há muitas coisas na vida (uma grande parte) com lado bom e mau. Uma delas é a rebeldia ribatejana.
De positivo da turma de Sérgio Ferreira, há, então, a destacar a imponência dos centrais, em concreto de Baseya. Curiosamente, até foi este defesa a fazer o primeiro remate do conjunto do Sul, aos 14'.
Aos 44’, o mesmo protagonista faria um corte importantíssimo a evitar o que seria o 2-0 do FC Porto, mas… não valeu de nada. Atrás de si, fora do lance, estava Nabil Touaizi a fazer falta sobre André Silva e Luís Godinho deu penálti.
Caso idêntico se tinha passado no 1-0, 35 minutos antes: já depois de André Silva ter falhado o cabeceamento, o guarda-redes Matheus Mendes atingiu (sem necessidade) em falta o avançado.
Eis a tal rebeldia negativa (ou excesso de imprudência, passando a redundância) que foi fatal.
Voltando ao bom sentido da irreverência, há a destacar a partida incansável da dupla do meio-campo — Davy Gui e Ian Luccas.
Figueiredo também foi um dos melhores rebeldes: quando se aproxima da área, põe a defesa em alvoroço (tal como Chiquinho).
As notas dos jogadores do Alverca: Matheus Mendes (5); Baseya (6), Yahya Bojang (5) e Meupiyou (5); Nabili Touaizi (4), Davy Gui (6), Ian Luccas (5) e Isaac James (5); Figueiredo (6), Vivaldo (5) e Chiquinho (7); Francisco Chissumba (4), Samy Merheg (4), Zakaria Kessary (-) e Marco Essimi (-)