André Silva em boa forma - Foto: LUSA/ESTELA SILVA
André Silva em boa forma - Foto: LUSA/ESTELA SILVA

André Silva letal na área e Diogo soberbo na baliza (as notas do FC Porto)

Ponta de lança não podia ter melhor regresso ao campeonato e ao Dragão: ganhou dois penáltis e marcou um. Capitão a provar porque é um dos melhores do mundo. Bom entendimento entre William e Pepê
Melhor em campo — André Silva (7)

Contratado neste defeso a custo zero para suprir a saída de Luuk de Jong do plantel, André Silva não poderia ter um regresso mais feliz ao campeonato e em especial ao Dragão. O ponta de lança, de 30 anos, começou por ser derrubado à margem das leis por Matheus Oliveira e, na sequência disso, fez o primeiro golo do jogo na marcação dos 11 metros. Depois, já na reta final da primeira parte, ganhou nova grande penalidade ao ser agarrado por um adversário, mas desta vez foi Gabri Veiga a converter o castigo máximo. Demonstrou ainda grande comprometimento defensivo, ao cortar uma transição rápida do Alverca. Confere à equipa um maior jogo associativo de costas para a baliza, servindo a preceito companheiros melhor colocado. Má notícias para o goleador: terminou o jogo com algumas queixas no pé direito.

Diogo Costa (7) — Depois de um início morno, em que nem sequer aqueceu as luvas, mostrou-se a preceito aos 43 minutos, sustendo um remate forte de Vivaldo, que levava o selo de golo. O capitão voltou a exibir em bom plano logo após o intervalo, com três defesas dignas de realce, impedindo o Alverca de reentrar no jogo.

Martim Fernandes (5) — De volta à titularidade após uma longa ausência, o lateral sentiu algumas dificuldades para travar a velocidade de Figueiredo, além de ter tido algumas más abordagens aos lances.

Bednarek (6) — Recuperado da lesão sofrida na Supertaça, integrou o onze portista e comandou a defesa, tendo um corte providencial quando Vivaldo se posicionava para se isolar.

Kiwior (6) — Duelo interessante com Chiquinho, com o alverquense a ser um osso duro de roer. O polaco realizou muitos cortes importantes e jogou sempre no poder de antecipação aos adversários.

Zaidu (6) — O nigeriano tem mantido a confiança de Farioli enquanto não chega um reforço para essa posição. Muito competente a defender e audaz quando teve espaço para atacar.

Froholdt (6) — Sempre ligado à corrente, o dinamarquês desenhou o lance que culminou com o primeiro penálti, ao cruzar a bola para a área e André Silva a ser barrado pelo guarda-redes contrário.

Alan Varela (4) — Muito previsível e lento nas suas ações, o argentino perdeu uma bola que poderia ter resultado em perigo iminente, mas foi salvo por Bednarek. Quando teve de acelerar para perseguir algum adversário esteve demasiado agarrado. Parece não estar em grande forma, aliás como já tinha demonstrado na Supertaça, diante do Torreense.

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Gabri Veiga (6) — Em ritmo baixo, o espanhol tentou amiúde furar a bem estruturada defesa do Alverca. Marcou o segundo penálti e logo a seguir poderia ter feito o bis, num centro/remate que levava a direção da baliza do conjunto ribatejano.

William Gomes (6) — Imprimiu gás nos primeiros minutos da partida, mas depois baixou o ritmo. Mas esteve na jogada que redundou no segundo penálti. Apontou um livre direto perigoso no recomeço da segunda parte, mas pouco tempo depois deu lugar a Borja Sainz porque Francesco Farioli pretendia mais energia nas alas.

Pepê (6) — Foi do seu pé direito que surgiu o cruzamento para André Silva, que foi derrubado por Nabil Touaizi. O brasileiro mostrou grande entrega ao jogo, ora através de jogo interior, ora em profundidade.

Pablo Rosario (6) — Observando no banco alguns desequilíbrios no meio-campo, muito por culta da ineficácia de Alan Varela, Farioli lançou o dominicano para procurar estancar as linhas de passe do Alverca por ter maior disponibilidade física. E a verdade é que o FC Porto retomou as rédeas do encontro após a sua entrada, quando antes o Alverca criava mais perigo.

Borja Sainz (6) — Entrou com a energia certa, posicionando-se no lado direito do ataque, ele que prefere jogar na ala esquerda. Teve um passe primoroso para Pepê, mas o brasileiro atirou muito longe do alvo. Procurou sempre tirar partido da sua principal arma: a velocidade.

Nehuén Pérez (5) — Farioli fez descansar Martim Fernandes devido aos problemas físicos que o têm apoquentado e deu minutos ao central argentino, que recupera a confiança depois de há um ano ter fraturado tendão de Aquiles.

Rodrigo Mora (5) — Grande ovação quando entrou. Deu vivacidade ao meio-campo portista.

Deniz Gul (—) — Não teve grande tempo para mostrar serviço.

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