Conversas provocaram verdadeiro tumulto nas redes sociais

Nuno Lobo diz que «podridão e cinismo» persistem no futebol português

Ex-candidato à presidência da FPF critica Pedro Proença após a divulgação de áudios do atual presidente

O ex-candidato à presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) Nuno Lobo considera que a podridão e o cinismo continuam a fazer parte do futebol português, após a polémica da divulgação de áudios do atual líder federativo, Pedro Proença. O na altura presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) criticou a qualidade dos árbitros portugueses, recordando também processos judiciais do Benfica e falou também de forma pouco simpática sobre José Fontelas Gomes, atual vice-presidente da FPF.

«As pessoas já me conhecem. Pelo trajeto que tenho no futebol. Sempre lutei por um futebol limpo e transparente. Sempre lutei contra o sistema. Mas, pelo que estamos a ver, a podridão e o cinismo continuaram a imperar e a subsistir. Não deixarei de continuar a acompanhar esta triste novela, e, se for o caso, de me pronunciar sobre o que temos vindo a observar», disse Lobo, numa declaração enviada à agência Lusa.

Nuno Lobo, antigo presidente da Associação de Futebol de Lisboa, foi derrotado nas eleições para os órgãos sociais da FPF em 2025, com 25% dos votos, contra os 75% recebidos por Pedro Proença. Na terça-feira, a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) tinha apelado ao esclarecimento claro «do contexto, conteúdo e o motivo das declarações» de Pedro Proença, manifestando-se surpresa e preocupada com os «áudios divulgados publicamente, nos quais são atribuídas ao atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol declarações depreciativas sobre a qualidade dos árbitros do futebol profissional».

A APAF espera que Pedro Proença «esclareça de forma clara o contexto, o conteúdo e o motivo das declarações atrás referidas, relativas aos árbitros portugueses, proferidas quando ocupava outro importante cargo no futebol em Portugal».

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