Pepa, treinador do Estrela da Amadora - Foto: Miguel Nunes
Pepa, treinador do Estrela da Amadora - Foto: Miguel Nunes

Pepa: «Acabei o jogo com uma sensação de azia, podíamos ter virado o jogo»

Treinador do Estrela da Amadora destacou peso do primeiro golo sofrido, elogiou resposta fantástica e abriu a porta à chegada de «três a quatro» reforços

Pepa analisou na zona de entrevistas rápidas da Sport TV ao empate entre Estrela da Amadora e Sporting (2-2), a contar para a primeira jornada da Liga.

Análise à partida

«Parabéns às três equipas, foi um jogo emotivo, bonito, em termos de espetáculo. A primeira parte foi muito dificil, o que é normal. Tenho de realçar o meio-campo com uma idade média de 20 anos, nunca é fácil estrearmo-nos contra o Sporting, com uma caopacidade física e de pressão muito forte no corredor central. Estávamos a cometer alguns erros, a perder algumas bolas, Com bola não tivemos assim tão bem na primeira parte. É normal, com alguma ansiedade. Por incrível que pareça, o futebol é isto. Quando sofremos o primeiro golo transformámo-nos, deu gosto. Sofremos no primeiro minuto da segunda parte e o segundo quando estávamos melhor, mas a equipa não se foi abaixo. Quem entrou entrou muito bem, é este espírito que queremos. A equipa tem muito potencial para crescer, ainda está muito longe do que acreditamos que pode entregar. Ficamos satisfeitos com um ponto, mas acabei o jogo com uma sensação de azia porque senti que podíamos ter virado o jogo. Tivemos ali duas oportunidades para fazer o 3-2, não conseguimos, mas um esforço tremendo dos jogadores, parabéns a todos.»

Substituições finais com a vitória no horizonte

«Estive fora 3 ou 4 anos mas a nossa essência não muda. Prefiro perder a tentar ganhar, do que não ganhar a tentar o empate, isso não existe, se perdemos perdemos. Parabéns ao adversário, faz parte do futebol, é assim que crescemos. Tentamos sempre essa energia, passar a mentalidade ganhadora, independentemente de quem está do outro lado. Sabíamos o poderio do Sporting e viu-se na primeira parte a capacidade física e de pressionar alto. Mas sabíamos que era dificl fazer isso durante os 90', sabíamos que esses espaços iam aparecer. Tivemos n situações para fazer mais golos e descansar com bola, que não conseguimos na primeira parte.»

Plantel suficiente para campanha mais tranquila

«É o processo, vamos jogo a jogo. Disse várias vezes que independentemente do resultado temos de acreditar. Ainda vão entrar 3 a 4 jogadores e não é estar a tirar valor a quem cá está, mas precisamos de mais experiência, A irreverência ajuda muito, mas é preciso ter equilibrio e experiência dentro de campo e no dia a dia, os miúdos também crescem com os graúdos. É esperar, confiar na administração e em quem entrou e termos paciência. Gostava de ter 2 ou 3 há mais tempo, mas acima de tudo é potenciar ao máximo quem temos e não estar à espera de quem chegue. Quem esteve deu uma resposta fantástica, um pouco à imagem do que fazem todos os dias.

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