A análise de Pedro Henriques ao Sporting-Nacional
28' Léo Santos sem qualquer interesse em jogar a bola, olha apenas para Maxi Araújo e com o braço direito na zona do ombro e com o joelho na coxa esquerda do uruguaio leonino derruba-o e impede a sua progressão e a possibilidade de ir jogar o esférico razão pela qual viu de forma correta o respetivo cartão amarelo.
30' Diomande por trás de Léo Santos tem o seu braço direito nas costas/pescoço de Léo Santos. Por sua vez, Zé Vítor por trás de Diomande tem o braço esquerdo no peito do central leonino. Qualquer destes contactos foram inconsequentes para assinalar infração quer atacante, quer defensiva.
33' Não houve qualquer infração de mão ou braço, no interior da área dos insulares cometida por Matheus Dias, a repetição é muito clara, o esférico de ressalto do solo apenas bateu por baixo e na zona dos glúteos do médio brasileiro do Nacional.
45' Foram dados 2 minutos de tempo adicional, tecnicamente denominados de «recuperação do tempo perdido» em função do cartão amarelo mostrado, e pelo tempo em que o árbitro esteve à espera das indicações do VAR aquando da análise de um possível penálti.
45' No interior da área leonina, Morita ao controlar a posição do seu adversário, aquando do pontapé de canto, tem o seu braço direito em contacto com o peito de Matheus Dias que se deixa cair quando se está a movimentar. Contacto sim, inconsequente para a queda. Sem motivo para penálti.
55' Zé Vítor impede que Geny Catamo pudesse entrar na área, cortando assim desta forma uma jogada de perigo, na ocasião usando o corpo e com o braço direito impede a progressão do avançado moçambicano. Lance foi fora da área, livre direto e amarelo. Boa decisão.
55' Gabriel Veron, já no interior da área leonina, projeta-se para o solo quando estava na frente e com a posição ganha assim que sentiu o contacto por trás por parte de Eduardo Quaresma. O pé esquerdo de Veron contacta com o joelho de Quaresma porque ao cair projetou o pé para trás.
87' Cartão amarelo bem mostrado a Alan Nuñez por ao vir por trás e agarrar de forma evidente e persistente Alisson Santos, numa ação que se prolongou durante vários metros, quase até à entrada da área dos insulares.
88'. Num lance de grau de dificuldade elevada, pois havia vários jogadores quase em linha, quando a bola foi cruzada para a entrada da área, e com as duras condições climatéricas, imensa chuva que dificulta muito a capacidade de visão para a árbitra assistente e com a indicação de que em lances no limite deve-se deixar jogar e não levantar a bandeirola para eventual fora de jogo, beneficiando a equipa que ataca, percebe-se a validação inicial do golo, até porque com VAR e com a tecnologia das linhas de fora de jogo, há sempre o conforto para os árbitros assistentes em poderem ser corrigidos caso errem na sua tomada de decisão, tendo como premissa, para que tal possa acontecer, o cumprir do que está no protocolo, o deixar concluir da jogada e só levantar a bandeirola apôs a jogada terminar, para que o árbitro não apite e interrompa o jogo, pois se o fizer anula a possibilidade do vídeo árbitro poder ajudar. Neste lance em concreto, quando Francisco Trincão cruza a bola, e no momento do passe, é aí que conta para analise do fora de jogo, Luis Suárez está adiantado (8 cm) em relação ao penúltimo adversário. Num futuro próximo, na nossa Liga, e com a tecnologia semiautomática todo este processo vai ser muito mais rápido e preciso pois terá menos intervenção humana.
90' Foram dados seis minutos de tempo extra no segundo tempo, em função das seguintes incidências; quatro paragens para substituições nas quais entraram sete jogadores, pelos dois cartões amarelos mostrados, pelos dois golos e pelo tempo perdido na análise do VAR no golo anulado aos leões por fora de jogo.