Chuva torna a cair forte e volta a ameaçar o GP do Brasil
Após os receios iniciais de há dois dias quanto à realização do Grande Prémio do Brasil em MotoGP, sobretudo dos primeiros treinos desta sexta-feira, devido às fortes chuvas que se abateram sobre o circuito de Goiânia, que deixaram a pista parcialmente inundada e geraram apreensão nas curvas de saída e entrada da recta da meta, no paddock e nas vias de acesso ao Autódromo Internacional Ayrton Senna, nas últimas horas Loris Capirossi, responsável pela segurança, mostrou-se otimista.
Assegurou que os trabalhos de limpeza estão a decorrer para garantir a normalidade do segundo Grande Prémio da temporada. O antigo piloto, vencedor de 29 corridas do Mundial, falou demasiado cedo. Esta manhã voltou a cair uma carga água na região e os lagos na pista voltaram a surgir.
A situação no novo circuito brasileiro tornou-se preocupante após as trovoadas terem deixado a pista em «condições terríveis», conforme relatou um dirigente do MotoGP, que admitiu: «A situação parece-me preocupante». As chuvas intensas expuseram as limitações da infraestrutura, com o pessoal do circuito a iniciar de imediato os trabalhos de drenagem e limpeza do asfalto esta manhã.
Ainda assim, o principal receio continua a ser que o cenário se repita nos próximos dias. As previsões meteorológicas apontam para uma elevada probabilidade de chuva durante as tardes de sexta-feira (89%), sábado (71%) e domingo (68%), precisamente nos horários da corrida Sprint e da corrida principal de MotoGP. Embora a precipitação prevista para domingo seja mais ligeira, o temor de novas trovoadas fortes persiste.
A capacidade de drenagem do solo parece ser deficiente e, a julgar pelo que aconteceu, novas chuvadas intensas poderiam inundar a via das boxes e arrastar terra para o asfalto em algumas curvas. Uma eventual interrupção do programa do fim de semana de corrida seria um problema significativo.
Apesar da apreensão geral, a organização do MotoGP mantém o otimismo. Capirossi, o responsável pela segurança, estava confiante de que tudo decorrerá como planeado. «Estamos na pista desde as 6 da manhã a limpar e tudo está a correr da melhor forma possível», garantiu Capirossi. «A chuva de ontem foi verdadeiramente inesperada, caíram 70 milímetros numa hora, foi incrível. Agora temos tudo sob controlo, há seis equipas a trabalhar em vários pontos da pista e estamos bem. Estamos a tentar colocar a pista nas condições ideais», explicou.
O antigo piloto italiano destacou ainda um ponto positivo: «O asfalto seca muito rapidamente». Recorde-se que problemas semelhantes já ocorreram noutros circuitos. «Quando chove muito, como acontece em todas as pistas do mundo, há problemas. Aconteceu em Sepang e em Buriram há dois anos. Vamos tentar avaliar as condições da melhor forma possível, mas estamos prontos», concluiu, deixando a esperança de que o Grande Prémio do Brasil se realize sem contratempos. O que parece cada vez mais dificil de acontecer