«Ronaldo abre muitas portas à Arábia Saudita»
Ronaldo (IMAGO / Sports Press Photo)

«Ronaldo abre muitas portas à Arábia Saudita»

INTERNACIONAL13.02.202413:51

Jonathan Soriano, que foi treinado por Roger Schmidt no Salzburgo e no Beijing Guoan e Jorge Jesus no Al Hilal, comparou o investimento saudita com o fenómeno vivido há alguns anos na China

Jonathan Soriano comparou o investimento que a Arábia Saudita tem feito no futebol com o fenómeno vivido há alguns anos na China, que fez com que alguns jogadores de renome deixassem o futebol europeu. O espanhol, recorde-se, foi treinado por Roger Schmidt nos chineses do Beijing Guoan, depois de já se ter cruzado com o alemão no Salzburgo.

Schmidt e Jonathan Soriano (IMAGO / GEPA pictures)

«A China teve azar, chegou a Covid-19 e os estrangeiros foram-se embora. Estive lá dois anos e a liga vai por um lado e o governo por outro. Era possível ter cinco estrangeiros, e, numa semana, mudaram, e só era possível ter três em cada convocatória. A Federação fez com que, se contratasses um jogador, tivesses de pagar essa mesma quantidade à própria Federação. Assim, era difícil apostar nos internacionais, não é o mesmo pagar 20 ou 40. Eles próprios empenavam as engrenagens. Começaram a construir a casa pelo telhado», começou por explicar, em entrevista ao AS, destacando o papel de Cristiano Ronaldo no futebol saudita.

Jonathan Soriano com a camisola do Beijing Guoan (IMAGO / Imaginechina)

«A Arábia Saudita parece ter uma base maior, tem futebol de formação, algo que a China não tinha. O choque cultural é grande. Se vais com a tua mulher e filhas isso pode ser um pequeno problema. Não creio que seja como a China, mas vamos dar tempo. O facto de estar lá o Cristiano Ronaldo abre muitas portas. Se ele está lá, sabes que mal não vais estar», atirou.

Cristiano Ronaldo. Foto: IMAGO/Sports Press Photo

Jonathan Soriano representou o Al Hilal em 2018/2019, onde foi treinado por Jorge Jesus: «Estive lá pouco tempo, meia época, mas não esperava este boom. Eu apanhei o quebrar do futebol chinês, parecia que ia romper todos os esquemas e durou pouco. Parece que na Arábia Saudita a coisa é mais séria. Têm grande poder económico e vontade de crescer.»