Médico especialista sobre lesão de Bah: «Dói bastante»
Alexander Bah jogou pela última vez a 24 de outubro na receção do Benfica à Real Sociedad para a Liga dos Campeões. Foto: IMAGO

Médico especialista sobre lesão de Bah: «Dói bastante»

NACIONAL03.12.202311:30

Roger Schmidt revela que lateral-direito só volta em 2024; dinamarquês mantém tratamento conservador, ou seja, não será operado; ortopedista Álvaro Machado explica como a lesão condiciona o atleta

Alexander Bah só regressará aos relvados em 2024, revelou Roger Schmidt, na conferência de Imprensa de antevisão do jogo com o Moreirense.

«Penso que Bah estará lesionado o resto deste ano, voltará em janeiro», respondeu o treinador alemão depois de questionado sobre se a lesão do dinamarquês obrigaria o Benfica a reforçar-se em janeiro e sobre se Tiago Gouveia seria uma opção para desempenhar as funções de lateral-direito.

Alexander Bah lesionou-se, ainda no início de setembro, na seleção. Seria utilizado, desde então, mais seis vezes, a última das quais a 24 de outubro, no jogo com a Real Sociedad, no Estádio da Luz, da Liga dos Campeões, no qual foi substituído aos 82’ por Chiquinho

A 29 de outubro o Benfica revelou a lesão de Bah — edema ósseo do segundo metatarsiano do pé esquerdo. Os encarnados estimavam, então, que o dinamarquês de 25 anos poderia regressar em três semanas. Mas a recuperação não aconteceu dentro do previsto e já a 21 de novembro A BOLA dava conta de que o regresso seria mais demorado.

Alexander Bah continuará a fazer tratamento conservador, ou seja, não será operado. A lesão provoca-lhe dores no peito do pé esquerdo.

O edema ósseo do segundo metatarsiano, explica o ortopedista Álvaro Machado, especialista no Hospital da Luz e com experiência de desempenho de funções no Belenenses, «resulta de um traumatismo, que provoca inchaço e nódoa negra», mas também pode ser provocado por «uma contusão da qual resulta uma marca branca num osso». Álvaro Machado assinala que a lesão «demora algum tempo a passar».

Esta lesão provoca dor, mas, geralmente, não afeta de forma permanente. O atleta fica incapacitado pelo que sofre

«É preciso parar, imobilizar. Durante uns tempos, parar com os treinos até a dor começar a aliviar. A ausência de dor será um sinal positivo, sinal de que estará recuperado, mas depende sempre da extensão da lesão, depende do osso, depende da força com que se fez a lesão», acrescenta o especialista, que dá conta de como o edema ósseo condiciona o atleta: «Dói, dói bastante, mas, geralmente, não afeta de forma permanente. Repare, se fizer uma nódoa negra, quando passa a mão por cima dela, dói. Há pequenas ruturas dos vasos e, normalmente, demora duas ou três semanas a passar, mas às vezes é preciso mais tempo. O atleta está incapacitado pelo que sofre. Quando a dor começa a aliviar, é positivo.»

O tempo de recuperação, sublinha Álvaro Machado, depende sempre «da violência do acidente, da força do embate e do tipo de lesão».

E é preciso considerar que poderá sempre haver recidivas: «Pode acontecer, sim. Imagine que o atleta começa a treinar-se precocemente, pode haver recidiva. Mas habitualmente tudo é controlado pelas equipas médicas para que isso não aconteça.»