Destaques do Estoril: Guitane não teve par para dançar e Volnei tentou mudar a música
Rafik Guitane, de 24 anos, é peça fundamental nas manobras ofensivas do Estoril (IMAGO)

Allianz Cup Destaques do Estoril: Guitane não teve par para dançar e Volnei tentou mudar a música

NACIONAL27.01.202423:35

Francês faz jus ao 10 que usa nas costas, criou desequilíbrios e tentou o golo; central escocês entrou bem, limpou o seu raio de ação, anulando Roger; Tiago Araújo sentiu o peso de marcar o último penálti: beijou a bola e... falhou

O melhor jogador do Estoril: Rafik Guitane (6)

O 10 assenta-lhe que nem uma luva. O número com simbolismo especial eternizada por maestros. E um driblador nato, parece que dança com a bola nos pés, pena que não teve par para fazer um brilharete. Aos 32 minutos, já dentro da área do SC Braga, ensaiou o remate, mas foi desarmado na hora H. Criou muitos desequilíbrios, sempre com intenção de visar a baliza de Matheus, mas, na verdade, não teve tantas possibilidades quanto desejava, porque a bola não chegou lá à frente muitas vezes e, diga-se, teve de andar por terrenos mais recuados para dar uma ajudinha. Numa falta, aos 62 minutos, derrubou Zalazar e viu cartão amarelo. Saiu a cinco minutos do fim, fatigado, mas com missão cumprida.

Dani Figueira (6) — Duas boas intervenções. Aos 12 minutos defendeu remate cheio de intenção de Abel Ruiz e, aos 84’, negou golo a Pizzi, com uma defesa com os pés. Ainda viu um cartão amarelo por retardar a reposição de bola. No lance do golo, aos 20 minutos, nada podia fazer para defender o pontapé certeiro de Horta. Na lotaria das grandes penalidades, ainda adivinhou duas vezes para onde caiu a bola, mas, não conseguiu defender nenhum.

Pedro Álvaro (5) — Voltou à titularidade, mostrou-se seguro nas ações, a controlar investidas de Ricardo Horta. Na segunda parte policiou Roger, e estava a sair-se bem, até ter de deixar o terreno de jogo, aos 63 minutos, agarrado à coxa direita, depois de um lance em que esticou a perna em demasia e o semblante não enganou: não dava para mais.

Bernardo Vital (5) — Assertivo nas alturas, conferindo grande segurança ao seu guarda-redes. Foi aliviando o seu raio de ação sempre que foi preciso. Ainda se viu em palpos de aranha, aos 86’, após falha do parceiro do lado, Mangala, que deixou fugir Abel Ruiz, tendo valido a intervenção de Dani Figueira. 

Mangala (4) — Algo lento para travar Abel Ruiz e companhia, com claras dificuldades quando subia e se via obrigado a recuar com celeridade. Forte no ombro a ombro, a ganhar um punhado de duelos. Menos positiva foi a intervenção, ou melhor, a falta dela, aos 86’, falhando corte a Abel Ruiz, que causou calafrios ao guardião. 

Wagner Pina (5) — Um lateral direito muito combativo, com sangue na guelra, que joga na raça e  nunca dá uma bola por perdida. Um jovem de 21 anos a justificar aposta de Vasco Seabra. Travado em falta por várias vezes, também as cometeu, e, aos 45’, não teve outra forma de travar o endiabrado Álvaro Djaló, viu um amarelo. Marcou um penálti sem mácula. 

Koindredi (5) — Foi o dono das bolas paradas, tanto na marcação de livres como de pontapés de canto. Sabe bem onde colocar as bolas, tensas, à mercê de um pontapé certeiro de um companheiro. Foi parado por diversas vezes em falta. Aos 52’, visou a baliza, de fora da área, mas a bola acabou por sair ao lado da baliza de Matheus. O médio francês saiu aos 59 minutos, numa altura em que o miolo precisava de ser refrescado. 

Mateus Fernandes (6) — Ficou na retina o amarelo com que foi admoestado, aos 43´, por entrada desnecessária sobre Ricardo Horta, junto à linha lateral. Arriscou expulsão, aos 74’, quando derrubou João Moutinho, mas foi  após ter escorregado. Um par de boas arrancadas, a empurrar a equipa para o ataque. Nunca virou a cara à luta, nem deu nenhuma bola por perdida. Mostrou credenciais nos passes longos. 

Tiago Araújo (5) — Pontapé seco, aos 28, depois de ganhar ressalto, mas a bola acabou por sair muito ao lado da baliza arsenalista. Álvaro Djaló foi um adversário difícil de travar e algumas vezes teve de recorrer à falta, numa delas valeu-lhe cartão amarelo (37’). Acabou com cãibras. Sentiu nos ombros o peso de marcar o último penálti, beijou a bola e... falhou. 

Cassiano (6) — Incomodou bastante a defesa, sofreu penálti após falta de José Fonte, que cobrou com um remate colocadíssimo, com a bola a sair puxada junto ao poste esquerdo de Matheus. Saiu aos 59’, depois de na primeira parte já ter sado sinais de que estaria tocado após uma falta sofrida. 

João Marques (5) — É dos rijos.  Recuou muitas vezes para dar uma perninha na defesa; boa iniciativa aos 54’, com remate enquadrado após passe de Koindredi

Marqués (4) — Dois registos: amarelo aos 90+5’ após encontrão a Paulo Oliveira e um penálti bem marcado. 

Holsgrove (4) — O esquerdino escocês não fez a diferença num meio-campo que acabou por ser pouco produtivo. 

Volnei (6) — Foi uma substituição de troca direta, por lesão de Pedro Álvaro, e foi uma lufada de ar fresco na defesa. Sempre atento a todas as movimentações, anulou Roger, que foi lançado no jogo aos 56’. Frio na marcação do penálti: bola colocadíssima ao poste direito. 

Heriberto (-) — Entrou a cinco minutos do fim, fez um remate à baliza, de fora da área, mas a bola saiu fraca e ao lado. Bateu bem um penálti.

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