Mourinho e o Plano
Mourinho

Mourinho e o Plano

OPINIÃO25.03.202407:00

Treinador abre as portas a Portugal

Há já muitos anos, José Mourinho revelou que tinha um Plano. Um plano de carreira que passava pelos países big-5 e a seleção nacional no final. Sempre a trabalhar, sempre a subir.

Agora, aos 61 anos, e num momento que está sem clube, depois de sair da Roma em janeiro, a porta está aberta ao Mundo e se calhar mesmo escancarada. Enquanto estava em Itália, chegou a falar-se na Arábia Saudita, mas não deu, afinal estava empenhado na Roma.

No final de fevereiro, Mourinho causou furor com o ‘tour’ por vários estádios portugueses, começando simbolicamente em Setúbal, no Bonfim. Passou depois pela Luz e por Alvalade, falta o Dragão. Mas deu a entender que Portugal não era ainda uma etapa do Plano. «Gostava de ver jogos mais equilibrados. Parece-me que há ali um buraco grande que separa os de cima dos outros. Vi jogos que passado 10 minutos já se sabia quem ganhava e passado 20 minutos o jogo estava acabado. Pensava que havia uma evolução mais uniforme e uma Liga mais competitiva», disse então.

No entanto, este domingo, uma esperança para quem quer ver Mourinho em Portugal sem ser por via da Seleção Nacional. Nos próximos tempos essa está bem entregue a Roberto Martínez, a menos que na Alemanha, no Euro, todo o trabalho impecável dos últimos meses se desmorone. Mourinho disse entretanto que foi convidado depois da saída de Fernando Santos – mais uma vez estava bem na Roma - , mas também referira em 2019 que não tinha paciência para estar dois anos à espera de uma competição.

Em ambiente descontraído a chegar a Portimão para a corrida de Moto GP, Mourinho surpreendeu a abriu o Plano a Portugal. «Porquê? Nunca digas não, principalmente no futebol. A minha vida é futebol, posso treinar em qualquer lado, não tenho problemas», disse, referindo que no verão quer voltar a treinar.

Todos mudamos e o Plano parece agora mais flexível. Podemos fazer um exercício. Imaginemos que no final da época as quatro equipas de topo ficam sem treinador: o Benfica não aguenta Roger Schmidt, Sérgio Conceição não aguenta o FC Porto, o Sporting não segura Rúben Amorim – que é apontado a todos os clubes livres e não livres – e até Artur Jorge deixa o SC Braga. Ficam livres os quatro clubes competitivos entre eles, sim, e Mourinho pode adaptar o Plano. O verão vai ser interessante.

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