William Gomes: «Vamos jogar todos os jogos por Jorge Costa»
William Gomes abriu o coração ao falar do falecimento de Jorge Costa, diretor do futebol profissional do FC Porto, em agosto passado. «Foi o pior momento para todos, guardamos essa cicatriz dentro de nós. Temos um lema: vamos jogar todos os jogos por ele. Jorge Costa era um dos grandes ídolos do Porto, estava no dia a dia connosco, aconselhava-nos, conversava connosco. Mais do que ninguém, ele acreditava na nossa equipa e sabia que tínhamos grandes hipóteses de ser campeões», recordou o extremo brasileiro, emocionado.
As últimas palavras do antigo capitão foram proféticas: «Finalmente o FC Porto tem uma equipa que transmite confiança». E William Gomes sublinha o papel pessoal que Jorge Costa teve na sua adaptação: «Ele foi muito importante na minha chegada. Conversava muito comigo, chamava-me várias vezes para falar para ficar tranquilo, que era normal não jogar tanto como esperava, que estava num período de adaptação. Escutar isso de um ídolo, de uma pessoa experiente, deixava-nos mais tranquilos. Ele sabia do meu potencial, dizia sempre para manter a cabeça no lugar, que as coisas iam acontecer».
Um ano depois da chegada ao Dragão, considera que evoluiu. «Mudou muita coisa, mas a minha mentalidade é a mesma: trabalhar sempre, independentemente de jogar ou não, ajudar de alguma maneira. Quando não jogava, pensava nisso, conversava com o meu amigo que morava comigo. Passávamos por dias difíceis, mas sabíamos que ia valer a pena. E está a valer, porque as coisas estão a acontecer».
«Não se ganha sempre»
Sobre a confiança crescente, o extremo aponta o foco como elemento importante: «Queremos ir jogo a jogo, nessa crença de joguinho por joguinho, ganhando, ganhando, ganhando. Isso vai fazer a diferença lá na frente para conseguirmos o título». Preparados para tropeços, também: «Um dia vai chegar um resultado menos bom, como tem acontecido na Liga Europa. É a história do futebol, não se ganha sempre. Temos de estar preparados para qualquer situação. Conversamos muito sobre isso, para no dia seguinte trabalhar mais e voltar aos trilhos».
Na adaptação à exigência portista, o brasileiro admite surpresa com a massa adepta portista, em comparação à realidade que conhecia no Brasil: «Em questão de cobrança dos adeptos, não esperava ser tão forte como no Brasil, com torcidas organizadas. Mas a cobrança é importante para crescermos». O sonho? «Tenho vários, mas o recente é terminar a temporada bem, com todos os títulos possíveis. É um sonho que um dia se vai realizar».