André Villas-Boas, presidente do FC Porto - Foto: IMAGO

Villas-Boas: «Não vejo acontecer no FC Porto uma situação como a do Benfica»

Presidente dos dragões mantém-se firme na intenção de «manter o FC Porto enquanto clube de associados»

André Villas-Boas descarta que a SAD do FC Porto venha a vender capital a fundos estrangeiros, «salvo algum descalabro financeiro». Instado, em entrevista ao jornal ECO, a estabelecer uma comparação com a situação do rival Benfica, que admite bloquear a venda de ações ao investidor norte-americano Tim Leiweke, o presidente dos azuis e brancos foi perentório na posição tomada.

«O meu objetivo, enquanto presidente da Direção do FC Porto, é manter o FC Porto enquanto clube de associados. Temos muito pouca parte do nosso capital que flutua na bolsa. O FC Porto é detentor de maior parte do seu capital e o resto está espalhado por portistas. Não vejo uma situação como aquela que aconteceu com o Benfica acontecer. Para isso, teria que haver um descalabro financeiro da sustentabilidade económica financeira do FC Porto, que nós conseguimos resolver no imediato», afiançou AVB.

O plano de Tim Leiweke passava por adquirir a percentagem de 16,4% que está nas mãos de José António dos Santos, maior acionista privado da Benfica SAD. A operação seria conduzida através do fundo de investimento Entrepreneur Equity Partners, cujo foco estratégico passa precisamente por construir uma rede de participações minoritárias no futebol europeu.

Ainda sobre a realidade financeira do FC Porto, Villas-Boas explicou como conseguiu inverter a difícil situação em que encontrou o clube e a SAD, em 2024. «[Os oito mil euros não conta] não é o que se dizia, não! Foi o que eu constatei. Infelizmente não é o que se dizia», atirou o líder dos dragões.

«O FC Porto, sobretudo numa primeira fase, apoiou-se em sócios do FC Porto, que emprestaram capital imediato para resolvermos dívida a curto prazo. Nós tínhamos 15 milhões de euros para pagar até ao final de maio, quando eu tomei posse, e a situação era alarmante. Fomos suportados por sócios do FC Porto, que foram muito generosos. Depois, fizemos a reestruturação da dívida sustentada num projeto a longo prazo, relacionado com o ticketing, os revenues comerciais do FC Porto, que nos permitiram levantar cerca de 180 milhões em dívida americana e permitiram ao FC Porto sobreviver, no fundo, e mandar os seus problemas mais prementes a 25 anos, permitindo a sua sustentabilidade financeira», detalhou André Villas-Boas.

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