Villas-Boas: «A época foi delineada com rigor rumo às vitórias»
No artigo com grande simbolismo e emoção que assina na revista Dragões do mês de agosto, André Villas-Boas lamenta a morte de Jorge Costa e dedica-lhe um texto de agradecimento por tudo o que deu em prol do FC Porto, primeiro como jogador e mais recentemente como diretor do futebol profissional.
Ainda que num momento de luto e de dor, o presidente dos dragões não deixou, ao mesmo tempo, de fazer uma projeção da nova temporada e fala da remodelação do plantel e da aposta no treinador Francesco Farioli. «O início de cada época é sempre um período em que a nossa ambição e esperança são postas à prova com uma motivação suplementar. A época de 2025/2026 é mais um passo a ser dado com firmeza, cumprindo uma estratégia exigente, delineada com rigor rumo às vitórias. A necessidade de reorganização foi encarada por esta direção como uma oportunidade de modernizar processos, qualificar estruturas e imprimir uma nova dinâmica a um projeto desportivo desgastado e que tardou a reencontrar o rumo das vitórias», escreveu.
O dirigente máximo do clube azul e branco prosseguiu: «A chegada de Francesco Farioli, que traz consigo uma visão moderna e esclarecida do treino, dos processos e do jogo, não representa apenas uma aposta inovadora, mas também a afirmação do investimento num modelo que valoriza sem concessões o desenvolvimento do talento, a disciplina, o rigor do trabalho e o potencial de crescimento dos atletas e dos plantéis, pois esses são os traços que definem a nossa identidade vencedora. O nosso foco concentrou-se também na composição de um grupo de trabalho que se enquadra no projeto traçado e que possa evoluir, para abrir e dar seguimento a um novo ciclo de conquistas».
E continuou: «Nós, portistas, temos noção de que os ciclos de vitórias se cimentam no trabalho de toda uma estrutura construída para criar todas as condições para que os nossos atletas possam colocar em campo todo o seu talento, qualidade, garra e alma de Dragão. Foi esta mentalidade que nos permitiu enfrentar o mercado com rigor para: procurarmos não apenas valia técnica, mas profissionais cuja resiliência e ambição estejam alinhadas com os valores do clube. Fizemos escolhas dentro da nossa capacidade financeira, baseadas no potencial de integração e compromisso dos atletas com o clube. Criámos condições para que cada reforço compreenda e encarne o espírito portista, acrescentando valor ao grupo», disse, deixando uma garantia à nação azul e branca.
«Quero dirigir uma palavra de gratidão e orgulho aos nossos sócios. Os lugares anuais no Estádio do Dragão esgotaram num tempo recorde, um feito inédito, e o número de novos sócios continua a aumentar. O vosso apoio exigente nas bancadas, os milhares de mensagens e gestos de apoio com que somos brindados são o que nos torna diferentes. O futuro constrói-se dia após dia, com trabalho constante, com orgulho na camisola, com respeito pela nossa História e com uma crença inabalável de que, juntos, seremos sempre fortes. Os mais fortes. Tu eras tudo isto, Jorge. Por ti, pelo FC Porto vamos lutar sempre. Contigo no coração celebraremos os próximos títulos. Viva o Futebol Clube do Porto!»
André Villas-Boas lamenta a perda de figuras incontornáveis da história do FC Porto nos últimos tempos, desde Pinto da Costa, Diogo Jota, Jorge Costa e Artur Jorge. «Os últimos meses têm-nos colocado à prova. Sofremos enormes perdas, por todas sofremos, como hoje estamos a sofrer com o desaparecimento de Jorge Costa. Lembro, com particular destaque, os nomes de Jorge Nuno Pinto da Costa, o Presidente dos Presidentes, de Artur Jorge, o treinador que nos deu a primeira Taça dos Campeões, dos irmãos Diogo Jota e André Silva, dois jovens que tanto nos deram, mas ainda com tanto para nos dar»,