Van Dijk recorda a morte de Diogo Jota: «Nunca tinha passado por nada assim»
Para Virgil van Dijk, 2025/26 foi uma temporada para esquecer. Prestes a representar os Países Baixos no Mundial 2026 e ainda com um ano de contrato no Liverpool, o central fez um pequeno balanço da temporada e recordou também a morte de Diogo Jota, uma notícia que recebeu antes da pré-época.
«Foi uma sucessão de acontecimentos. Desde o telefonema que recebi com a terrível notícia sobre o Diogo [Jota] até ao momento em que, no mês passado, me sentei na relva a assistir à despedida do Salah e do Robertson. Lesões, assuntos pessoais, jogos maus, tudo se misturou. Por isso, não se manteve o nível constante da época em que fomos campeões. Nestes oito anos no Liverpool, nunca tinha passado por nada assim», começou por dizer o internacional neerlandês, em entrevista ao Nu.nl.
«Assumo pessoalmente a responsabilidade pelo que aconteceu, porque adoro o Liverpool. Sou capitão de um dos clubes mais bonitos do mundo, e tenho orgulho nisso. Mas, por isso mesmo, um ano assim dói ainda mais. Tenho um enorme sentido de responsabilidade», explicou, sendo que o compatriota Arne Slot acabou por também ser despedido no final da época, tendo sido substituído pelo ex-Bournemouth Adoni Iraola.
Van Dijk admitiu também que este vai ser o seu último Campeonato do Mundo. «Lembro-me de estar na zona mista após a derrota na meia-final contra a Inglaterra no Euro 2024 e sentir que estava exausto. Tinha sido intenso. Estava arrasado com a derrota, arrasado com o negativismo. Compreendo que é preciso ser crítico quando é necessário. Mas um pouco de otimismo pode ajudar. Estava farto disso», atirou, virando-se para o Mundial 2026.
«Estou otimista. E compreendo que vocês, jornalistas, comecem a falar do facto de já não ganharmos a uma seleção de topo há muito tempo. Também não tenho uma explicação clara para isso. Mas o que há de melhor do que conseguir fazê-lo no Mundial? Acredito sinceramente que este pode ser um torneio muito bonito», apontou, deixando uma nota final.
«Mas se será também o meu último torneio, ainda não sei. Só vou pensar nisso depois do Mundial. Depois vou tirar férias, para recuperar e para ainda dar sentido a tudo o que aconteceu no Liverpool no ano passado», finalizou.