V. Guimarães: exemplo de Pepa dá (mais ou menos) esperança a Luís Pinto
É preciso recuar até 2021/22 para ver um Vitória de Guimarães em estado mais delicado do que nesta época, à 24.ª jornada, em termos de pontuação. Os conquistadores não conseguem vencer dois jogos seguidos para o campeonato desde novembro - Tondela (1-0) e Aves SAD (4-0) -, feito que, nesta contenda, só lograram dessa vez.
Atualmente, o conjunto orientado por Luís Pinto ocupa o 9.º lugar, com 32 pontos. Há quatro anos, com Pepa ao comando, a turma da cidade-berço até estava três posições mais acima, mas com apenas 30 pontos. Aí, minhotos também tinham FC Porto, Sporting, Benfica, SC Braga, Gil Vicente à frente, mas Famalicão, Moreirense e Estoril atrás - e é aqui que está a grande diferença em relação a esta temporada.
Em 2021/22, a partir da ronda 24, em 30 pontos possíveis, os vimaranenses conquistaram 18 (ganharam cinco jogos, empataram três e perderam dois), mantiveram o 6.º lugar e garantiram um lugar na UEFA Conference League.
Pouco animador pode ser, no entanto, o facto de, desde então, nunca mais 48 pontos terem sido suficientes para chegar à Europa. Em 2022/23, o mesmo Vitória de Guimarães voltou a apurar-se, em 6.º, para a Liga Conferência, mas com 53 pontos. No ano seguinte, a 6.ª posição foi ocupada pelo Moreirense, que somou 55, mas já nem sequer teve direito a bilhete europeu. Os próprios vitorianos vivenciaram uma situação semelhante à dos cónegos na última temporada, ao serem vítimas de um 6.º lugar (54 pontos) sem acesso à Conference.
Ou seja, desde Pepa, a pontuação alcançada pelo último classificado do primeiro terço da tabela tem sido, no mínimo, de 53 pontos. Além disso, um 6.º posto já não dá as regalias que outrora deu... Isso, sim, pode fazer resfriar as esperanças de Luís Pinto, que, neste fase, já vê a Europa (e alguns rivais) por um canudo.