Bávaros dominaram em casa do Real Madrid, com golos de Luis Díaz e Harry Kane, mas o avançado francês reduziu perto do final e deixou a eliminatória em aberto para Munique. #DAZNChampions

Um galáctico a preço de saldo 'destruiu' um ex-Benfica

Monumental jogo do extremo francês no Santiago Bernabéu deixou o Real Madrid de apetite ainda mais aguçado e Carreras... nas lonas

A exibição de Michael Olise no Bernabéu fez com que os 53 milhões de euros pagos pelo Bayern Munique ao Crystal Palace pareçam uma pechincha aos dias de hoje. O extremo francês, que foi formado em Inglaterra, está na mira do Real Madrid e o gigante espanhol ficou ainda com mais água na boca depois do jogaço do francês na primeira mão dos 'quartos' da Champions.

A performance do jogador francês contra o Real Madrid correu mundo e gerou reações de espanto. «Fazer aquilo no Bernabéu…!», exclamou Jamie Carragher à CBS. Já Boris Becker, nas redes sociais, não poupou elogios: «Vejo uma nova superestrela no futebol… A sua qualidade técnica e a sua visão são de outro planeta! O Bayern deveria assinar rapidamente uma extensão de contrato a muuuuito longo prazo...».

A aposta certeira do Bayern Munique, que há um ano e meio garantiu o jogador de 24 anos por 53 milhões de euros, expõe a falta de visão de outros grandes clubes europeus. O valor parece irrisório, especialmente quando comparado com os 60 milhões que o Real Madrid pagou por Mastantuono. O Transfermarkt já avalia o canhoto em 140 milhões de euros, quase o triplo daquilo que os bávaros por ele pagaram.

A decisão dos bávaros contrasta sobretudo com a inação dos clubes da Premier League. Apesar de assistirem regularmente aos seus recitais pelo Crystal Palace, onde formava um ataque de sonho com Eze (atualmente no Arsenal) e Mateta, nenhum dos gigantes ingleses avançou para a sua contratação.

O Bayern, por sua vez, viu em Olise o potencial para ser o 'novo Robben' e dominar a Europa, um objetivo que o jogador tem vindo a cumprir. Esta época, leva 16 golos e 25 assistências, depois de 20-20 na temporada de estreia na Baviera. Um assombro.

Uma formação inglesa e a escolha pela França

Michael Olise é também uma referência na seleção francesa, onde se espera que forme uma frente de ataque temível com Dembélé e Mbappé no próximo Mundial. A sua integração na equipa principal de França foi forte, apesar de algumas dúvidas iniciais por não dominar o idioma e não ter uma forte ligação à cultura gaulesa.

A razão prende-se com as suas origens. Nascido em White City, nos arredores de Londres, de pai inglês de ascendência nigeriana e mãe francesa de origem argelina, Olise foi criado e formado em Inglaterra. Passou pelas academias de Arsenal, Chelsea e Manchester City, mas nenhum destes clubes lhe deu a confiança de que precisava.

A falta de aposta por parte da seleção inglesa levou-o a optar por representar a França, nacionalidade que adquiriu através da mãe. Começou nos sub-18 e foi subindo de escalão até chegar à seleção principal. O seu percurso profissional foi impulsionado pelo Reading, um clube da segunda divisão, de onde se transferiu para o Crystal Palace, afirmando-se na Premier League e chamando a atenção da Europa.

Apesar do preço acessível, o Bayern Munique encontrou menos concorrência do que seria de esperar para contratar um jogador que, no Bernabéu, demonstrou ser uma estrela capaz de fazer a diferença ao mais alto nível.