Sporting garantiu presença na final deste domingo, às 16h15, em Albufeira. Foto Diogo Oliveira/FPV
Sporting garantiu presença na final deste domingo, às 16h15, em Albufeira. Foto Diogo Oliveira/FPV

«Um dérbi é sempre de resultado incerto até ao final!»

João Coelho assumiu que o Sporting teve de reagir e usar os seus melhores argumentos para derrotar (3-1) a Académica de Espinho na meia-final da Taça e marcar para este domingo (16h15) a final com o Benfica

Tal como aconteceu com o Benfica na primeira meia-final, frente ao Vitória de Guimarães, o Sporting venceu por 3-1, desta feita a Académica de Espinho, mas os campeões nacionais tiveram de aplicar-se para evitar jogar o quinto set com a formação orientada pelo ex-leão Miguel Maia.

«Esta é a prova de que não há jogos fáceis, nem garantidos à partida. Não foi só o nosso. O Vitória também começou muito bem o encontro e também deu muito trabalho ao Benfica. Muitas vezes negligenciamos, na nossa modalidade, que haja uma ou outra equipa com maior domínio, quando equipas bem tradicionais também sabem jogar», elogiou o técnico leonino.

«A verdade é que esteve ali uma oportunidade iminente da Académica conseguir colocar-se em vantagem 2-1 e nós ficamos encostados à parede. Reagimos como tínhamos que reagir e resolvemos uma partida que nunca será fácil antes de ser jogada, e acho que passamos com mérito. E o mais importante não era só a passagem, é amanhã nós termos a capacidade de definir e decidir e conquistar um troféu, é isso que está em causa», avisou João Coelho referindo-se à final com o Benfica deste domingo.

«Já nos conhecemos e não há segredos. E aquilo que eu mais vejo é a minha equipa, o que nós estamos a fazer e o que estamos a colocar em campo. E os nossos melhores argumentos individuais e coletivos têm sempre que aparecer, independentemente de históricos recentes ou passados. Um dérbi é sempre de resultado incerto até ao final e vamos seguramente a uma final... falamos de uma final de uma Taça de Portugal, o segundo troféu que queremos conquistar esta época. E portanto não quero comentar muito, o Benfica tem muitas armas, tem uma profundidade de plantel também muito elevada. É candidato ao título, tão candidato como nós, a todos os troféus, mas nós vamos querer ganhar e para isso temos que estar ao nosso melhor nível», assumiu.

Já Miguel Maia, o treinador da Académica, não escondeu alguma desilusão com o resultado mas elogiou o grupo.

«É a final que toda a gente esperava, Sporting-Benfica, mas estava certo quando disse que não vínhamos para aqui apanhar sol. Tivemos muitos momentos bons, tirando o segundo set, acho que a equipa até teve momentos em que foi superior ao Sporting. O Sporting teve muitas dificuldades hoje perante a nossa equipa e acho que aquilo que me dá satisfação no fim deste jogo é que, em cinco anos, nunca conseguimos jogar bem contra o Sporting nem contra o Benfica. E hoje acho que demonstrámos que temos feito um bom trabalho, temos jogadores que têm potencial e que têm de acreditar mais em jogar estes jogos e estar nestas competições», explicou Miguel Maia.

«Por isso saímos daqui satisfeitos por aquilo que fizemos, se tivéssemos tido um bocadinho de sorte naquele terceiro set o resultado podia ter ficado 2-1 para nós e depois podia ser completamente diferente. No entanto, eles acabaram por ter mérito também nesse terceiro set, o Valencia entrou bem com o serviço e acabou por desequilibrar completamente. Tivéssemos tido ali um bocadinho de sorte podíamos ter feito o 2-1 e o jogo podia ter sido completamente diferente e poderíamos estar a jogar aqui amanhã. No entanto, acho que a equipa sai daqui satisfeita pela exibição, não por ter perdido, e que seja um bom espetáculo amanhã, que o voleibol consiga ganhar novamente mais um grande momento com as duas equipas que vão lá estar. Acho que são duas equipas à altura de uma grande final e que vença o melhor», desejou.