João Costa destacou-se no FC Porto com exibição segura - Foto: FC Porto
João Costa destacou-se no FC Porto com exibição segura - Foto: FC Porto

Um Costa na baliza é sempre bom sinal (os jogadores do FC Porto)

Na ausência de Diogo Costa, João honrou apelido com muito cartel entre os dragões. No pouco trabalho que teve ante o Gil Vicente, disse presente. Prpic com altos e baixos, Francisco Moura seguro, Alan Varela a pautar o jogo, William Gomes e Borja Sainz, este autor do único grande remate dos portistas, pressionam que se fartam

João Costa — Terceiro na hierarquia dos guarda-redes, atrás de Diogo Costa e Cláudio Ramos, destacou-se numa rara aparição no onze a tempo inteiro. Aos 53', sentiu o perigo rondar com remate de Gil Martins a rasar o poste, ponto de partida para segunda parte menos tranquila, como se viu quando abriu asas para chegar a bola saída do pé direito de Martín Fernández (78'). Gil Martins voltou a testá-lo (82'), mas mãos firmes travaram as intenções do médio que passou pela formação dos portistas. Seguro no jogo aéreo, nada podia fazer no cabeceamento certeiro de Tchaptchet que decidiu o encontro (90').

Luís Gomes — Com Alberto Costa e Martim Fernandes tocados, o central foi adaptado a lateral-direito e destacou-se mais a defender do que a atacar.

Nehuén Pérez — Depois de ter falhado grande parte da época transata, vítima de lesão grave no tendão de Aquiles, jogou os 90 minutos em bitola regular. Um desvio de cabeça para William Gomes (46') não foi aproveitado pelo brasileiro no coração da área.

Prpic — Um belo passe a desmarcar Francisco Moura (37') mostrou que é um central com pé esquerdo de excelência. Nos duelos com o possante Walace França também disse presente. De cabeça, após canto de Rodrigo Mora, fez brilhar Lucão (2'). Piorou na segunda metade, sobretudo na forma como perdeu bola para Carlos Eduardo (61'), que seria alvo de entrada duríssima punida com amarelo que o VAR teria seguramente transformado em vermelho (67').

Francisco Moura — Um dos patinhos feios da época passada, o lateral-esquerdo exibiu-se com personalidade, capaz de resolver atrás e dar soluções à frente.

Alan Varela — Clarividência no passe, criterioso no sentido que se impunha dar ao jogo, como se levasse o GPS para descobrir o melhor caminho. Na primeira parte, servido por William Gomes, errou o alvo com remate por cima (5'); na segunda, Picornell agarrou (57').

Froholdt — É ele e mais dez, nada mudou, portanto, em relação à temporada de estreia do dinamarquês nos azuis e brancos. Quem o vê em ação percebe que todos os desafios são a doer.

Rodrigo Mora — Cedo tentou a sorte, disparo de pólvora seca à figura de Lucão (8'), lance em que sobressaiu a capacidade de pressionar e roubar a bola a um adversário à entrada da área gilista.

William Gomes — Impressionante a forma como corre desalmadamente em diagonal com tiro de partida no flanco direito e meta junto aos guarda-redes, no caso Lucão e Picornell. Pressionar é verbo que conjuga com notável naturalidade. Em boa posição na área, não acertou na bola (46').

Deniz Gul — Esforçado, sim, mas quando é este o principal elogio que se faz a um avançado, algo não está bem... Nunca está em sintonia com a trajetória da bola.

Borja Sainz — Tal como William Gomes, é dos primeiros a pressionar, entrega absoluta que inferniza a vida aos adversários mais próximos. Não fosse voo de Lucão e o minuto 13 teria sido de sorte para o extremo espanhol, exímio a rematar de fora da área para intervenção sublime do brasileiro.

Eduardo Ferreira — Ocupou o lugar de Deniz Gul, nada mais...

Tiago Andrade — Bom remate (78') de um extremo improvisado a lateral-direito.

Tiago Silva — Sem tempo nem bola.

Bernardo Lima — Dinâmico, ainda apareceu em boa posição na área, mas sem conseguir rematar (87').

Mateus Mide — Bom passe a lançar Bernardo Lima (87') e autor do derradeiro remate dos dragões, para defesa fácil de Picornel (90+4').

Yoan Pereira — Tchaptchet surgiu-lhe nas costas a faturar ao cair do pano.

Gabriel Brás — Corte para canto a travar contra-ataque (89').

Duarte Cunha — Mexido na condução.

Eirik Granaas — Pormenores de qualidade do jovem norueguês de 16 anos, sem medo de ter a bola.

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