Ultras do Real Madrid fazem cânticos racistas antes de jogo da Champions
Momentos antes do encontro entre o Real Madrid e o Inter, para a Champions League, um grupo de ultras madrilenos foi filmado a entoar cânticos racistas e antissemitas, a queimar bandeiras de Marrocos e cartazes com a imagem do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.
As imagens, que circularam nas redes sociais esta quarta-feira, mostram os adeptos reunidos nas imediações do Estádio Santiago Bernabéu a cantar em coro: «Judeu que vejo é judeu que agrido. A Espanha é cristã, não muçulmana».
Para além destes cânticos, os ultras do Real Madrid incendiaram ainda bandeiras de Marrocos e cartazes de Pedro Sánchez. Estes incidentes ocorrem num momento em que Espanha e Marrocos, juntamente com Portugal, se preparam para organizarem o Mundial de 2030, existindo ainda incerteza sobre qual dos países receberá a final.
Já dentro do estádio, segundo o diário madrileno AS, os protestos continuaram com cânticos como «Ceuta não está à venda, Ceuta será defendida». Foram também distribuídas faixas com a inscrição «Todos com Ceuta», em apoio ao enclave espanhol que enfrenta uma crise migratória desde o final de julho, pela qual o primeiro-ministro espanhol é frequentemente responsabilizado.
O futebol espanhol tem sido confrontado com manifestações de racismo. Ainda este ano, num jogo amigável entre Espanha e Egito, no Estádio RCDE, em Barcelona, ouviram-se cânticos como «quem não salta é muçulmano».
Até ao momento, o Real Madrid ainda não emitiu qualquer comunicado sobre os incidentes ocorridos na terça-feira, antes do jogo contra o Inter, que a turma de José Mourinho venceu por 2-1.